— O cerne fundamental de conquistar escores avassaladores não ostenta magias impenetráveis; a raiz está na sedimentação robusta dos seus alicerces. — A voz de Tainá fluía como um manto aveludado pelos corredores auditivos das lentes reluzentes.
— No caminho exaustivo rumo aos sábios pergaminhos, pular cascalhos e saltar abismos é a própria condenação! Cada pegada que sua bota deixa na lama espessa da rotina diuturna, o dever acadêmico forjado ao cair no pó do ocaso, não aguardará o sol rasgar as trevas do porvir.
— A bússola vital não dispensa os prelúdios estudantis e o rigor na escuta atenta aos oradores do palanque pedagógico, regras milenares repulsadas tantas e contínuas vozes pela corte dos nossos mestres. — Tainá expunha a essência fria das vitórias acadêmicas aos repórteres mudos e fascinados.
— Buracos cavados nas fundações primitivas das mentes ignorantes cobram pedágios macabros de falhas cruéis na teia colossal de armadilhas matemáticas avaliativas. O buraco atrai quedas; as crateras infinitas corroem em vertigem e o topo absoluto degringola ao abismo! — prosseguiu ela com serenidade avassaladora.
— Portanto, você levanta o brado severo sobre as muralhas do intelecto jamais acolherem rachaduras cegas, correto? — indagou Lívia, os olhos marejados por uma sagacidade aguda.
— Exatamente! Fendas trincadas espalham desastres caóticos a níveis imensuráveis. Furos minúsculos afundam o maior transatlântico! — retrucou Tainá pontiagudamente.
— Mas e aos sofredores do limbo que encaram o teto estilhaçado de seu palácio acadêmico decaindo na ignorância... Que pílula curativa a rainha dos colégios recomendaria em sua vasta bagagem? — instigou Ciro em uma sagaz busca.
— Soluções dos deuses? Fórmulas mitológicas? Esqueçam tolices... Existe apenas cirurgia imediata do rasgo infectado da ignorância! Remende as cordas corroídas das mentes ao vislumbrar do primeiro relâmpago, o quanto dantes da explosão fatal melhor!
— A queda do tijolo base de sua pirâmide na poeira impõe correntes de pesadas âncoras brutais do desconhecido arrastando nos calcanhares trêmulos nos caminhos porvir! O amanhã exigirá erguer a taça pesada do desconhecido arcabouço inovador engolindo e vomitando ao mesmo compasso curativos na laje quebrada outrora!
— Caso não tapem os desastres passados na corrida da locomotiva dos estudos, as pedras dos ombros colapsarão ossos psíquicos paralisando cérebro a poeiras espessas que esvaem toda gota de sabedoria por rechaço violento orgânico de repulsa total.
— Onde ancorar a chave e trancar o tesouro dos furos? Oásis temporais em cada repouso solitário no exílio das pontas futeis dominicais e sabatinas! Os sábados e domingos trazem a trégua das novas lanças atiradas de segundas e sextas. Suas energias são brutalizadas; suas artérias rasgadas exigem fôlego nesses ínfimos desertos brancos do fim semanal.
— Perder essa maré sagrada neste semestre? Prepare-se nas barricadas desumanas das gélidas semanas de inverno ou férias sangrentas estivais! Não existem contos doces... — Tainá gesticulava com um ritmo suave, mas um tom estrondoso em autoridade literária.
— Adendo cruel: o meu exército do derradeiro e terceiro ano do colegial se asfixia sob as areias das ampulhetas e fôlegos microscópicos aos portais do vestibular sagrado, em cuja derradeira trincheira invernal é a única rota de não caírem mortos!
— Argumentos divinos! — murmurou atordoado o senhor Fábio, que exibia nos queixos solavancos acenados em respeito devoto como aos papas sábios antigos nos intervalos da prosa imaculada exposta.
— Aqui colapsa nosso paradigma nos enigmas que trazes aos palcos deste estúdio: A lenda espalha ecos trovejantes ao mencionar sua coroa aos reinos violentos de artes coreanas assassinas na via do cinturão superior supremo negro na luta; a mesma coroa resplandece seu grito nos tímpanos da mídia na pele da cantora majestosa imortalizada dos fones! A lenda narrou recém que o cerco acadêmico extirpa pulmões de oxigênios vivos... A qual divindade do tempo devotas encantos para suportar alianças em titãs triplos como um leviatã tri-face de pesos colossais em indústrias antagônicas nas órbitas solares? — desafiaram os inquisidores. Suas mentes estavam corroídas; Tainá sorvia os canaviais em aparições de variados palcos virtuais no horizonte dos panfletos televisivos almejando o clímax divino do capitalismo moderno também nos publicitários.
— O feitiço amarra na cruel geometria de ampulhetas e compassos frios das matrizes de engrenagens cruéis do meu dia solar. Eis o pacto gélido! — Tainá esbanjou no sorriso um frescor mortal que congelou a espinha nervosa da sala.
— Nos alvores sombrios pontuais das cinco, salto a corda brutal, esmurrando sombras marciais implacáveis por colossais horas nos duelos das dores sangrentas dos ossos a roçar no limite sagrado. Removo crostas da pele, purifico as dores, abraço meu café com um sorriso da alvorada nos pães matinais solenes.

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