— Hahaha, muito bem! Então a partir de hoje você é o meu escudo protetor — Fábio brincou.
Na verdade, ele apenas queria sondar a situação real de Laura, mas ver Tainá agindo com a postura protetora de um executivo veterano era ao mesmo tempo adorável e hilário. Embora fosse recém-chegado à escola e sem contatos poderosos, ele era um homem adulto; não precisava que uma adolescente o defendesse de verdade.
Tainá sorriu, despediu-se e caminhou rapidamente para casa. Após um almoço reforçado, seguiu direto para a empresa.
Aquele dia marcava a reunião mensal da Gravadora Céu Azul, a primeira análise de balanço desde a implementação do modelo de Música Paga.
A primeira batalha havia sido uma vitória esmagadora. Lembrando-se dos números astronômicos de downloads, um leve sorriso brincou nos lábios de Tainá.
Quando ela pisou no escritório, toda a equipe já a aguardava no saguão principal.
— A chefe chegou!
— A Senhorita Tainá está na área!
O ambiente fervilhava de euforia.
— Vendo a alegria estampada no rosto de vocês, até sinto que meu futuro está garantido — Tainá riu, descontraída.
— Com a senhora no comando, o nosso futuro não tem limites!
— Trabalharemos duro e cresceremos juntos. Na glória e na crise!
— Na glória e na crise! — o coro dos funcionários ecoou pelo espaço.
O sucesso daquele mês havia sido brutal. As dez faixas lançadas ultrapassaram a marca de centenas de milhões de downloads. Apesar das noites maldormidas, a equipe inteira estava com a adrenalina a mil.
Cada um dos artistas do catálogo já havia garantido dividendos na casa dos milhões. Executivos como Gustavo e Wagner, somando seus salários aos bônus por desempenho, também embolsariam cheques milionários. Até mesmo os funcionários das posições de entrada receberiam repasses variando de dezenas a centenas de milhares.

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