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Renascida e Desalmada: Meus irmãos imploram por perdão romance Capítulo 189

— Pare com isso, não houve imprevistos sombrios. Apenas precisei encontrar um colega infortunado, nada de alarmante.

Uma nuvem agressiva de intolerância obscureceu o olhar de Laura. A preocupação da mãe exibia o peso irritante da chantagem emocional em seus ombros suados.

Em minutos, o som das solas dos sapatos de couro rasparam na entrada sinalizando Adalberto. Viviane notou que o poder das regras da mansão derretera diante da garota indomável, testemunhando um arrepio pela primeira vez devido à agressiva rebeldia e coragem oculta da menina.

— Já que a saída impetuosa exige a rua... Os meus casacos estão guardados lá. Acione um batalhão das frotas de seguranças.

— O envolvimento não diz respeito a mais ninguém! Eu serei ágil.

— Laura, reconsidere a fúria e permita essa intervenção familiar para acompanhá-la.

As tratativas ocultas podem ser encerradas na frente da escola, não farei um som. Ficarei escondida nas entranhas do veículo sem causar tumultos.

— Meu Deus, eu estou afirmando que ninguém mais pisa lá fora, as exigências ultrapassam qualquer nexo!

Despejando sua acidez autoritária como estilhaços no hall principal, arrastava apressadamente o relutante guardião pelo cotovelo.

A fervura ansiosa explodia contra as paredes. O choro materno era um estorvo insuperável.

Uma paralisia cortante esmagou os sentidos de Viviane. A filha inocente que venerava o berço materno e chorava pedindo aprovação nunca emitira notas venenosas tão repulsivas antes.

— Descanse o coração, senhora. Meu posto é protegê-la até sob as rajadas inimigas. Levantarei algumas linhas táticas de seguranças como precaução na rua, nada demais. A escolta irá restabelecer a estabilidade assim que a visita for cumprida.

Adalberto usava os maneirismos requintados que mascaravam seus enganos maquiavélicos, resgatando a fumaça de cortina no ápice das tempestades de choro da mãe desamparada.

Ele ignorava os detalhes cruciais, mas a experiência ardilosa gritava em seus nervos espinhais: as trevas noturnas esconderiam podres irredutíveis.

O mordomo era a coluna invisível da estrutura familiar. Uma simples promessa exalada das grossas camadas rudes aplacava todo o descontrole mental de Viviane.

Ela racionalizou até a falta de escrúpulos e os ataques da filha: a aflição momentânea justificava o caos hormonal das jovens de alta sociedade, e o deslize não merecia chagas de ressentimento.

— Acredito que o retorno se dará pelas janelas noturnas seguras... Se algo cruzar seu caminho, dispare um aviso antes de qualquer coisa, está compreendido?

— Fique sob a tranquilidade do relógio, senhora.

A bota pesada de Adalberto bloqueou as brechas. Uma inclinação submissa escancarou as portas limusine, oferecendo uma reverência afiada: — Ao seu dispôr, mocinha!

Logo que os altos e polidos portões foram engolidos pela tempestade escura, Adalberto fuzilou o espelho do retrovisor escavando o fundo do silêncio envenenado de Laura: — Que maldita toca estamos escavando?

— Os distritos da... O destacamento policial que engloba as alas da região Leste.

Sua declaração falhou nas pregas nervosas.

— Que diabo de imprevisto estourou?

Não restava migalhas servís nas paredes do carro blindado. A entonação do mordomo espedaçou as amarras aristocráticas, jorrando um interrogatório cruel e despótico contra uma amadora acovardada.

Os capangas sentados no fundo mal desviaram seus olhares impiedosos. A atmosfera opressiva dispensava filtros.

Laura e os homens ali escondidos cumpriam papeis distintos na intrincada obra-prima construída pelo perverso Hélder Gusmão, sendo Adalberto um bispo letal dominando completamente as ações dos peões do tabuleiro.

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