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Renascida e Desalmada: Meus irmãos imploram por perdão romance Capítulo 194

Sendo assim, por que os dramas da Família Torres deveriam me importar? Não me venha falar de míseros trinta e sete dias de detenção. Se ela estivesse morta, o que eu teria a ver com isso?

Após cravar as palavras, Tainá virou-se e partiu, seguindo os passos de Lúcio até a saída.

No caminho de volta, Lúcio lançou um olhar indulgente para ela. — Gostou do espetáculo de agora a pouco?

— Foi maravilhoso. A ruína de Laura é satisfatória, mas ver a expressão derrotada de Martim é ainda melhor.

Tainá respondeu em tom casual enquanto desprendia a minúscula câmera presa à sua roupa.

— Da próxima vez, é terminantemente proibido sair dizendo por aí que sou seu namorado.

Lúcio a alertou, com um leve tom de advertência na voz.

— Pode deixar, eu não farei isso de novo. Só precisei usar você um pouquinho para enlouquecer Laura de inveja.

— Se a presença dela te irrita tanto, basta armarmos algo grandioso e apagá-la do mapa de vez.

— O momento ainda não é propício. Dar um fim rápido nela agora seria misericordioso demais.

Antes de qualquer golpe final, Tainá queria que a verdadeira face daquela víbora fosse escancarada, arrastando a Família Torres para um inferno sem fim.

Assim, no auge do caos, ela se aproveitaria da fraqueza para engolir os impérios financeiros das duas grandes famílias.

Além disso, com o patrimônio atual que possuía, Tainá sabia que ainda não era páreo para enfrentar de frente dois gigantes multibilionários.

Ela transferiu o vídeo via Bluetooth para seu celular, realizou edições rápidas e certeiras, e disparou o arquivo diretamente para o chefe do Departamento de Relações Públicas.

Suas instruções foram claras: divulgar na internet todo o ocorrido, com ênfase absurda na gravação de Laura algemada, exalando desespero e humilhação.

Assim que cruzou a porta de casa, Suzi veio ao seu encontro. — Por que você chegou tão tarde hoje, meu bem?

Tainá trocou os sapatos pelas confortáveis pantufas antes de responder: — Nem me fale, foi obra de...

— Ah, não me diga que aquela garotinha maldita aprontou de novo?

A sinceridade sem filtros da mulher arrancou uma gargalhada genuína de Tainá.

A matriarca já havia matado a charada antes mesmo do relato terminar, torcendo o rosto numa feição de pura irritação.

— Boa noite, senhorita.

O filho de Suzi, Jonas, ajudou a trazer a travessa de frutas, lanches e uma sopeira fumegante para a mesa.

Como o Professor Fábio não havia retornado com ela, estava em seu próprio apartamento preparando o material das próximas aulas.

— Jonas, eu já pedi para me chamar apenas de Tainá. Sobre o seu trabalho, já conversei com o pessoal hoje. Em alguns dias, você pode começar.

Era incrível como a mulher tinha captado a essência tóxica do problema com tamanha exatidão.

Quando ela finalmente terminou a sopa, o relógio já marcava oito horas. O tempo livre restante daria apenas para revisar as matérias do dia seguinte, não deixando margem para nada além disso.

Paralelamente, as redes sociais haviam se transformado num verdadeiro campo de batalha em chamas.

Assim que o Departamento de Relações Públicas captou as ordens da chefe, a execução foi instantânea e letal.

Como um incêndio incontrolável, a fofoca tomou conta do Fórum de Valenúbia, avançou impiedosamente pelo Fórum do Campus de Valenúbia e estilhaçou o sossego nos mais variados grupos do Grupo Pinguim.

— O quê? A Laura arrumou confusão de novo?

— Contratou vândalos para destruir as bicicletas? Mas esse projeto é útil pra cidade toda! Em que diabos essas bicicletas atrapalharam a vida da princesinha?

— Ela deve sofrer de excesso de tempo livre e dinheiro sobrando. Começo a suspeitar que tenha tendências psicopatas.

— A família acabou de sair ilesa de um escândalo com as joias, e agora a herdeira lança mais uma bomba na mídia.

— Desse jeito, os Torres vão à falência. Essa garota é um ímã de tragédias.

— A mais esperta da história é a Tainá, que vazou daquela casa a tempo. Se tivesse ficado, sabe-se lá o inferno que estaria passando nas mãos daquela desequilibrada.

— Quão sombria precisa ser a alma de alguém para orquestrar algo desse nível?

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