Como já havia sacado seus fundos, não havia problema nenhum em revelar.
Atualmente, as ações da Constramar contavam com o respaldo de uma empresa sólida por trás e não cairiam mais. Havia, inclusive, margem para mais crescimento no futuro.
Contudo, já não havia mais necessidade de continuar investindo ali.
*"Como você descobriu isso?"* — a mensagem de Carlos piscou na tela.
Identificar ações de alto potencial era uma habilidade técnica de altíssimo nível.
*"Sem comentários. Você está cruzando a linha."* — ela digitou, seca.
*"Case-se comigo. Vamos abrir um negócio juntos, apenas nós dois, sem envolver as nossas famílias."*
Muita coragem da parte dele. Mas a resposta de Tainá foi gélida: *"Eu não preciso me casar com você para abrir um negócio."*
*"Uma aliança entre nós seria poderosa. Metade do esforço, o dobro do resultado."*
*"Dispenso."*
*"Frustrante!"*
De volta à sala de aula, Ana se inclinou e sussurrou timidamente: — Tainá, você tirou do próprio bolso para me pagar? Como pode ter rendido tanto?
— Não tirei nada do meu bolso. Apenas investi para você e deu lucro. Não viu que a Débora e a Luna também ganharam bastante? — Tainá respondeu com naturalidade.
— É tão lucrativo assim?
— Sim. Mas, se você calcular mal, também perde tudo. Há inúmeras pessoas no mercado de ações que chegam ao ponto de cometer suicídio.
— Entendi. Eu nunca vou mexer com ações. Obrigada, Tainá, você é como uma segunda mãe para mim! — Ana confessou, com os olhos brilhando.
Com aquele dinheiro, Ana sentia um peso enorme sair de seus ombros. Iria guardá-lo para pagar a faculdade no ano seguinte.
— Não exagera. Quando você for bem-sucedida no futuro, pode me retribuir o favor.
— Eu vou estudar muito! Quero entrar na mesma faculdade que você e, quando me formar, vou trabalhar para você.
— Fechado. Estarei esperando. — Tainá sorriu levemente.
Enquanto isso, algumas fileiras atrás, Débora e Luna ainda sussurravam maravilhadas sobre a quantia que haviam acabado de receber.
Embora tentassem manter a voz baixa, fragmentos da conversa acabaram chegando aos ouvidos de duas pessoas sentadas no fundo da sala.
O quê? Tainá distribuiu dinheiro para elas?

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