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Renascida e Desalmada: Meus irmãos imploram por perdão romance Capítulo 235

— Pertence à sua família?

A surpresa marcou o rosto de Tainá.

Os escritórios haviam sido alugados. Gustavo foi quem cuidou da locação do espaço para a sede.

Tainá chegou a ler o contrato, mas na época, a sua única preocupação era certificar-se de que o imóvel não pertencesse nem à Família Torres, nem ao Grupo Gusmão. O nome de qualquer outro proprietário não lhe importava.

Com a avalanche de tarefas que se seguiu, o assunto havia sido completamente soterrado em sua mente.

— E o que isso significa? Que se eles se recusarem a vender as ações, você pretende despejá-los?

— Não chegaria a tanto — Carlos respondeu, esbanjando charme. — É só que... pelo fato de estarem operando na nossa propriedade, achei que estariam dispostos a nos vender algumas ações como uma forma de parceria.

A menção ao prédio fez Tainá lembrar-se de que, recentemente, ela própria já havia começado a adquirir propriedades imobiliárias em seu nome.

Alugar o prédio deles e, em seguida, negar-lhes a participação societária... Se o relacionamento com os proprietários azedasse, seria prudente procurar uma nova sede o quanto antes.

Mesmo que não fossem formalmente despejados.

Mas tratava-se de Valenúbia; quase todos os arranha-céus comerciais do centro pertenciam a alguma família poderosa.

— Se a Família Xavier estiver disposta a vender o prédio inteiro, acredito que eles aceitariam ceder cotas.

Carlos trouxera à tona o fato de ser o dono do imóvel justamente para aumentar seu peso nas negociações. Ele jamais imaginou que Tainá proporia a compra do edifício de forma tão casual.

— Comprar o prédio? Você é realmente ousada nas suas palavras.

— É a única alternativa. Caso contrário, a Bicicleta Verde continuará recusando qualquer tipo de investimento.

E vamos ser francos, a sua família é dona de dezenas de edifícios como aquele. Vender um não fará falta.

Volte para casa, converse com os mais velhos, e garanto que, ao venderem o prédio em troca de ações, o lucro da sua família será astronômico.

Para seu absoluto choque, o rapaz deu um passo à frente, baixando o tom de voz. — Se você aceitar ser minha noiva, eu transfiro a escritura daquele prédio para o seu nome como presente de casamento.

— Carlos Xavier!

Se você ousar tocar nesse assunto de novo, até mesmo a nossa convivência cordial chegará ao fim.

Ela odiava jogos sentimentais e se recusava a manter qualquer homem preso em suas teias de ambiguidade.

Enquanto Carlos ainda tentava processar a rejeição cortante, Tainá virou as costas e se afastou a passos largos.

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