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Renascida e Desalmada: Meus irmãos imploram por perdão romance Capítulo 236

Luna deu tapinhas reconfortantes no ombro da amiga.

— Ana!

Apesar de tentar se esconder, Ana havia sido avistada.

Foi naquele momento que Tainá compreendeu a verdadeira origem do pavor da garota, e não era nenhum cachorro.

Estacionado a poucos metros de distância, um elegante sedã importado servia de pano de fundo para um casal.

O homem, beirando os sessenta anos, exibia uma barriga proeminente espremida sob um suéter, protegido por uma jaqueta de couro aberta.

Ao seu lado, a mulher era o retrato da sofisticação: alta, trajando um sobretudo branco de grife e elegantes botas pretas de salto fino.

Seus cabelos estavam meticulosamente presos em um coque, e brincos luxuosos cintilavam sob a luz alaranjada do entardecer. Sua maquiagem impecável ocultava qualquer vestígio de envelhecimento.

De relance, qualquer um juraria que ela era, no máximo, a irmã mais velha de Ana.

Ela acenava freneticamente. Ao notar o recuo apavorado da filha, o casal marchou na direção das meninas.

— Ana, minha querida! A mamãe comprou um guarda-roupa inteiro de roupas novas para você! Venha ver se gosta!

Mas, antes que chegassem a três metros de distância, a figura colossal de Vagner materializou-se no caminho deles, barrando o avanço com um braço firme.

— Mantenham distância da nossa senhorita.

— E quem diabos é você?

O segurança exalava uma aura letal; era evidente que não era alguém com quem se devesse brincar.

Vagner apenas lhe lançou um olhar glacial, julgando-a indigna de uma resposta.

— E quem são vocês?

A voz grave do Professor Fábio interveio, aproximando-se do grupo ao sair do prédio.

— Eu sou a mãe da Ana!

— Mãe da Ana? Mas eu achava que a Ana fosse órfã de mãe...

Luna deixou escapar, com a sua costumeira falta de filtro.

— Ana, essa mulher é mesmo sua mãe?

O Professor Fábio perguntou, incrédulo.

O alvoroço repentino já havia atraído a atenção de dezenas de estudantes curiosos, que formaram um anel ao redor da cena, todos os olhares fixos em Ana.

— Ana, o Professor Fábio fez uma pergunta.

Tainá sussurrou suavemente, encorajando-a.

Ana ergueu o rosto, e ao encontrar a firmeza no olhar de Tainá, finalmente compreendeu o que precisava fazer.

O Professor Fábio tomou a frente, o semblante carregado de autoridade.

— Como você pode ser tão fria com a própria mãe, Ana?!

Em um acesso de fúria teatral, a mulher tentou se atirar em direção à garota, sendo interceptada no ar por Lino. Com um empurrão seco e impiedoso, ele a arremessou para trás. Ela perdeu o equilíbrio e só não caiu no asfalto porque o homem de jaqueta a segurou.

— Ah, agora tudo faz sentido! Essa mulher era o tal do 'cachorro louco' que te atacou!

Luna exclamou, as peças se encaixando brilhantemente em sua mente.

— Será que eles são sequestradores?

— É bem provável! Que tipo de criança não reconheceria a própria mãe?

— Com certeza! Sequestradores sempre usam essa tática de fingir que são parentes para raptar crianças nas portas das escolas!

— Esses dois são extremamente perigosos! Alguém chame a polícia agora!

O burburinho entre os estudantes transformou-se em um clamor de indignação e medo.

— Nós não somos sequestradores! Eu sou a mãe biológica dela!

— Pura mentira! A garota já disse que nunca os viu na vida!

— Liguem para o 190! Chamem os Policiais para prendê-los!

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