Entrar Via

Renascida e Desalmada: Meus irmãos imploram por perdão romance Capítulo 239

Fernanda rapidamente juntou as peças do quebra-cabeça. Estava dolorosamente claro que Laura e o tal presidente Índigo não passavam de estranhos.

— Agradeço imensamente pela sua gentileza.

— Como vocês alegaram tratar de negócios, eles autorizaram a subida.

— Por aqui, por favor.

— Eu não avisei?! — Laura empinou o nariz, recuperando a empáfia num milissegundo. — Eles jamais teriam a ousadia de fechar as portas para o nosso grupo.

— Apenas vamos subir, Laura. Deixemos as comemorações para depois.

Fernanda segurou a afilhada pelo braço, puxando-a para o elevador.

Na suntuosa e moderna sala de espera da Bicicleta Verde, uma jovem e impecável recepcionista acomodou as visitantes em poltronas de couro e lhes serviu água.

— Escute bem, eu sou a herdeira da Família Torres — disparou Laura, o tom de voz transbordando arrogância. — Vá chamar o seu Presidente Índigo imediatamente. Temos negócios da mais alta importância para tratar.

Na mente mimada de Laura, não importava o quão astronômico fosse o sucesso daquela startup iniciante. Aos pés do centenário Grupo Torres, eles não passavam de poeira cósmica.

Fernanda arregalou os olhos, lançando olhares desesperados para Laura, tentando fazê-la moderar o tom, mas a garota parecia cega. Discreta, Fernanda puxou a manga da garota por baixo da mesa.

A atitude presunçosa de Laura era, até certo ponto, a triste realidade de quem vivia cercada pela bolha do próprio sobrenome.

Contudo, qualquer raposa velha do mercado financeiro sabia que, se a Bicicleta Verde não fosse um leviatã com fundações de ferro, já teria sido engolida por outros magnatas.

*Esta garota precisa de uma lição amarga*, pensou Fernanda.

— Sinto muito informá-las, mas talvez as senhoras desconheçam as nossas diretrizes internas — a recepcionista respondeu, mantendo a polidez intocável, embora um relâmpago de desdém cruzasse seus olhos. *Quanta petulância achar que nosso presidente largará as operações para se curvar aos caprichos de vocês.*

A sutileza daquela hostilidade velada não escapou aos olhos predatórios de Fernanda.

Como uma veterana das trincheiras corporativas, ela sabia que a ousadia dos subordinados na linha de frente espelhava o poder e a intocabilidade de seus superiores.

Aquilo só confirmava a tese de que o líder daquela organização era um gigante que merecia respeito.

— Qual o seu nome, querida? — interveio Fernanda, forçando um sorriso gentil e humilde.

Afinal, eram elas as interessadas no negócio.

— Pode me chamar de Senhorita Lee.

— Então, Senhorita Lee, você poderia ter a gentileza de contatar o diretor do departamento responsável para nos receber?

A recepcionista assentiu profissionalmente. — Certamente. Mas antes, peço que especifiquem a natureza da proposta. Trata-se de contratos de patrocínio, locação massiva de frotas ou parceira de pesquisa tecnológica?

— Nós viemos aqui para comprar a empresa inteira! — urrou Laura, atropelando Fernanda antes que ela pudesse falar.

— Nesse caso, peço que as senhoras se retirem. A nossa corporação não está à venda.

A resposta da Senhorita Lee foi um corte de guilhotina. Ela não deu a mínima para o sangue azul da garota.

— Escute aqui, sua insolente! Cuidado com a língua! Se colocarmos dinheiro suficiente na mesa, duvido muito que o seu chefe seja burro de recusar.

— Por favor, queiram se retirar imediatamente.

A raiva cegou Laura. Ela cerrou os punhos e estava prestes a partir para a baixaria quando Fernanda a agarrou pelo braço.

Enquanto as duas eram praticamente arrastadas para a saída, deram de cara com Tainá.

Ela cruzava as pesadas portas de vidro com passos lentos, caminhando como se fosse a senhora feudal inspecionando seus domínios, seguida por dois guarda-costas implacáveis.

— Boa tarde, Sr... Senhorita — saudou a recepcionista.

O "Presidente Torres" quase escapou de seus lábios, mas a recepcionista lembrou-se a tempo de manter a fachada diante de intrusos. Ela mascarou a gafe magistralmente.

No entanto, a sua postura para com Tainá pingava reverência e um respeito quase religioso, um oceano de distância do tratamento glacial dado à dupla anterior.

Tainá respondeu com um aceno polido e sutil, sem interromper sua marcha confiante.

De relance, ela identificou Laura e Fernanda, mas os seus olhos passaram por elas como se fossem esculturas insignificantes. Sua expressão permaneceu uma máscara gélida.

— Por que ela tem autorização para entrar?!

Laura berrou, perdendo completamente o controle.

— Isso não é da conta das senhoras. Saiam das minhas dependências agora mesmo, ou chamarei os seguranças.

Percebendo a humilhação iminente, Fernanda puxou a garota histérica em direção aos elevadores e as portas se fecharam.

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Renascida e Desalmada: Meus irmãos imploram por perdão