— Você fará três dias de experiência sem bônus, e receberá quarenta por dia.
— Tem um dia de folga por semana, e se decidir trabalhar nele ganha bônus. Nos dias de feriado prolongado no fim do ano, o pagamento extra é em dobro.
— Que alívio. Muito obrigada. Quando eu receber meu primeiro salário, convidarei você para comer Hot Pot.
— Ótimo, estarei esperando.
Embora Tainá não desse bola para isso, ela não podia rejeitar a gratidão genuína da amiga.
A rotina de férias de inverno de Tainá voltou ao fluxo de quatro atividades: treinar artes marciais, estudar farmacologia, treinar canto e ir à empresa. De manhã comparecia às aulas e, à tarde, batia ponto na empresa.
Sob as orientações do Mestre Yao, Tainá avançou para a faixa vermelha de Taekwondo, mas para se tornar Farmacêutica Plena ainda precisava passar por rigorosos exames.
— O senhor é o mestre, se o senhor diz que tá bom, então tá bom. Para que dar prova?
— Na época, meu mestre era meu próprio pai, e ele me reprovou nas primeiras três avaliações.
Tainá não conseguiu se conter e disse: — Você é burro, hein?
— O que você disse?
— Disse que ele era muito severo!
— Sem a devida rigidez as regras poderiam prejudicar a nossa reputação, o prestígio no mundo das artes marciais depende das nossas técnicas aprimoradas e disciplina.
— Tá bom, então vou passar no exame.
— Hoje não rola, o exame leva metade do dia. E eu ainda vou precisar organizar os ingredientes para preparar a mistura.
— Bem, depois que o senhor terminar de se preparar, me chame.
— Não subestime o exame da Farmacologia Ancestral. Não é um teste fácil de se passar.
— Sua base teórica é bem consistente, o que falta mesmo é experiência prática.
O mestre alertou ao perceber a facilidade com a qual Tainá estava levando o assunto.
— Tá certo, vou separar um pouco mais de tempo. Vou dedicar o dia todo a aprender mais de Farmacologia Ancestral.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Renascida e Desalmada: Meus irmãos imploram por perdão