Na manhã seguinte, chegou a hora de Tainá liquidar a posição.
Assim que chegou ao centro de artes marciais, ligou o computador rapidamente para se preparar, seus dedos pairando sobre o teclado, praticando os movimentos várias vezes.
— Ainda falta mais de uma hora para a abertura do mercado. Leia um pouco primeiro — lembrou o mestre.
— Não, dessa vez é diferente das outras; não pode haver o mínimo erro.
Ela tinha um pressentimento de que a equipe do Grupo Gusmão também estava diante dos computadores, esperando para ver as tendências do dia.
Se caísse e atingisse o limite de novo, não, apenas por continuar caindo, eles pediriam a suspensão na mesma hora.
E quando isso acontecesse, os enormes fundos que eles investiram ficariam congelados.
O Grupo Gusmão estava em baixa. Se suspendessem a negociação e atrasassem de propósito a retomada, quem sabia quando o dinheiro estaria disponível de novo?
A quantia que Tainá tirou das empresas ainda seria necessária para o capital de giro.
O final de ano estava se aproximando. Os bônus e a distribuição de lucros de fim de ano para os funcionários dependiam do dinheiro que ela havia retirado da empresa.
Desta vez, na verdade, fora um grande risco.
Durante o leilão de abertura às 09:15, Tainá começou a lançar a ordem de liquidação e, às 09:30, os fundos foram devidamente depositados em sua conta.
— Mestre, consegui.
Mestre Yao ficou animado: — Conseguiu! Quanto nós lucramos?
— Não muito, dobramos o nosso dinheiro.
— E isso lá é não ser muito? Hahaha... Eu não ganhei nos últimos dois anos o que você conseguiu neste curto período de tempo. Essa será uma boa lição para o Grupo Gusmão. O valor de mercado deles caiu muito, não caiu?
— Sim, mestre. Você entende dessas coisas também?
— Ei, ouvindo vocês falarem sobre isso o dia todo, como eu não aprenderia um pouco?
O celular tocou; era o irmão marcial Lúcio ligando do escritório.
— Tudo correu bem?
— Não foi bem. Perdi. Perdi tudo! — Tainá abaixou a voz, soando deliberadamente deprimida.

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