Tainá estava principalmente preocupada que, se fossem além da conta, eles suspenderiam a negociação das ações, congelando todos os fundos dela no processo.
— Vocês acham que as ações do Grupo Gusmão vão bater o limite de queda amanhã de novo? — perguntou o Mestre Yao, como um bebê curioso.
Lúcio: — Com base nos últimos dias, ainda é possível. Mas cair pelo limite máximo por três dias seguidos já atinge a tolerância do Grupo Gusmão.
Tainá revirou os olhos: — Provavelmente, Hélder e os outros já estão discutindo a suspensão das negociações neste momento. Portanto, terei de agir rápido amanhã de manhã.
Quando Tainá chegou em casa à noite, Jonas também havia retornado. Como era a folga dela, ele preparou vários de seus pratos especiais para Tainá e os outros.
— Jonas, o movimento do restaurante não está mais tão insano quanto há alguns dias, não é?
O caso do envenenamento fora solucionado e as verduras do mercado já podiam ser consumidas com segurança.
— Sempre estivemos cheios. O número de pessoas comprando verduras diminuiu, mas há muitas pessoas comendo.
Só havia dinheiro a ganhar quando o movimento era grande; Jonas tivera uma ótima renda naquele mês.
Suzi intrometeu-se do nada: — Não gaste dinheiro à toa. Você ainda tem que casar e comprar uma casa. Já estou velha, só em criar você já esgotei minhas forças, não poderei te ajudar mais para frente.
Ela começou a resmungar com Jonas de novo, enquanto piscava para Tainá, indicando que de jeito nenhum poderia deixar Jonas saber que ela tinha muito dinheiro guardado.
— Suzi, pegue leve. Com o que o Jonas ganha agora, arrumar uma namorada será fácil, e comprar uma casa não vai demorar tanto assim.
— É isso mesmo. Além disso, eu não saio gastando dinheiro à toa.
— Não gastou à toa? Você nem me entregou o seu bônus do mês passado.
Jonas apenas havia lhe entregado o seu salário, alegando pomposamente: — Mãe, aqui está todo o meu salário para a senhora, sem faltar um centavo.
E ela ainda pensava: "Não pense que eu não sei, seu bônus é muito maior que o seu salário".
— Mãe, eu já lhe entreguei o salário inteiro, com o que mais a senhora está insatisfeita? Em relação àquele pouco de bônus, não posso guardar um pouco em segredo? A senhora não pode roubar o seu próprio filho assim.
Suzi sempre foi muito gentil com as pessoas. Como ela conseguia ser tão avarenta com o próprio filho? Tainá não conseguia entender.
Talvez Suzi mostrasse outro lado dentro de sua própria casa. Ela já havia sido muito rígida ao gerenciar os criados na Família Torres.
Vagner e Lino sentiam-se gratos naquele momento por não terem mães pão-duras os controlando.
Como guarda-costas, eles também tinham dias de folga e tempo para si, revezando-se. Era o momento de saírem para se divertir e gastar o seu próprio dinheiro.
Com a mediação de Tainá, a discussão entre Suzi e seu filho terminou com o acordo de que Jonas lhe entregaria mais mil de seu bônus por mês; só então pararam de brigar.
Suzi estava acostumada a economizar, e na verdade só queria ajudar o filho a poupar um pouco mais de dinheiro.
Mas os jovens tinham as suas próprias necessidades e queriam gastar à sua maneira, então naturalmente também queriam ter as suas próprias economias.
E Jonas também não era do tipo de gastar muito. Aquilo era provavelmente um choque de gerações, não era?

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