Crack! Antes que Laura pudesse dar um gole, Martim bateu com a mão, derrubando a tigela.
— Se ele não quer tomar, não beba! Por que deveria se submeter a isso, Laura?
Na verdade, mesmo que Martim não tivesse derrubado a tigela de sopa, no segundo seguinte, Laura teria fingido deixá-la cair, como se a tigela tivesse escorregado da sua mão.
Só seria burra se tomasse uma sopa temperada com veneno.
Thiago virou a cabeça e perguntou a Martim: — Então você sabia o tempo todo que a sopa estava com problemas, pai?
Parece que pai e filha estão conspirando juntos para me matar.
— Que besteira é essa, Thiago? Por que seu pai e a Laura fariam algo para te prejudicar?
Viviane ficou atônita por um momento, mas rapidamente convenceu-se de que tal possibilidade era nula.
Martim quase desmaiou de novo pela súbita queda de pressão.
— Olha o estado em que você deixou seu pai com toda essa provocação, Thiago! Peça desculpas agora!
A matriarca olhou furiosa para Thiago.
Mas ele a ignorou: — Para descobrir se vocês realmente tentaram me matar ou não, basta apenas testar a sopa.
Falando isso, ele agarrou um maço de guardanapos e limpou a sopa derramada sobre a mesa e o chão, guardando os papéis encharcados em um saco plástico.
Enquanto saía de casa, ele foi ligando para o seu secretário.
— Bua... Pai, mãe... Eu só servi uma tigela de sopa para o meu irmão! Não fiz mais nada, bua...
— Pare aí mesmo!
Martim gritou com Thiago.
— Já não nos constrangeu o suficiente? Se tiver a coragem de cruzar aquela porta, nem precisa mais voltar!

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