— Se não conseguiu ver direito, que dissesse! Adalberto, você está ficando cada vez mais inútil.
Na próxima vez, fará as malas e sairá daqui.
— Entendido, chefe, não vai acontecer na próxima vez.
Mas no íntimo de Adalberto: Fazer as malas e ir embora? Acha que eu gosto de ficar na sua casa?
Realmente, já estava na hora de partir e se juntar ao seu mestre verdadeiro.
William, naturalmente, informou isso à Tainá, mas ela não queria se envolver no momento.
— Deixe a família Gusmão tentar abocanhar isso primeiro.
Deixaria que Martim arcasse com as próprias consequências. Só depois que aqueles bens chegassem às mãos da família Gusmão é que Tainá resolveria tudo.
No momento, ela verificava a situação de matrícula dos exames vestibulares de seus amigos.
Sabia que os resultados não deviam ser os melhores, senão Luna já teria ligado.
Neste ano, a nota de corte para Ciências da Universidade Central em Valenúbia foi de 680 pontos.
Quando verificou, percebeu que Ana e Carlos Xavier haviam entrado com sucesso para a Universidade Central.
Tainá estava prestes a ver qual era a universidade de Luna quando a garota lhe telefonou:
— Buhu... Tainá, não consegui entrar na Universidade Central. E a Débora também não passou, buhu...
— Luna, não chore. Com as suas notas, você com certeza passará para uma boa universidade.
Independentemente de onde for, se estudar muito será bem-sucedida.
— Mas... mas não poderei ficar com você.
— Tudo bem, Luna, podemos sair e nos divertir durante os feriados.
Ouvindo Tainá falar, Luna parou de chorar.
— Eu pretendia me inscrever no Instituto Politécnico de Áquila com a Débora, mas a minha família me forçou a ir para a Universidade de Direito e Ciência Política.
Buhu... até da Débora eu vou ter que me separar agora.

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