— Senhorita, Adalberto já partiu em direção à Fronteira de Selva.
Era a mensagem vinda da rede de contatos do mestre.
Como a distância até o local era muito grande, Tainá não mandou William e os outros o seguirem, e usou diretamente o poder do mestre.
— Como ele foi escolher um país do sudeste asiático? — perguntou Tainá.
Lá era tudo muito bagunçado, ele estava indo de encontro à própria morte, o que economizava os esforços de Tainá.
— Porque ele só sabe falar o idioma de lá.
— Nas passagens obrigatórias por onde ele vai passar, espalhem a notícia em nome de Hélder de que Adalberto está fugindo com uma enorme quantia de dinheiro.
Humpf! Um dos grandes cúmplices que lhe fizeram mal na vida anterior ainda tentava escapar? Nem pensar!
— Entendido, Senhorita.
— Já se passaram dez minutos do tempo da prova. Se continuar demorando, nem faça o teste hoje.
A voz de seu mestre soou, de repente, em seus ouvidos, e Tainá acordou de seus pensamentos, dando-se conta de que era a hora da prova.
— São assuntos da empresa, Mestre. Você escutou tudo, me dê dez minutos a mais.
— Que me importa se são assuntos de empresa ou pessoais. Prova é prova.
— Você vai fazer ou não vai?
— Tá bom, tá bom, eu faço.
Tainá correu para a mesa do exame.
O velhote era ótimo em tudo, só era muito teimoso.
Hoje, ela ainda não passou; faltaram apenas dois pontos. Tainá achava a antiga Medicina Tradicional muito difícil, bem pior que o Vestibular.
— Mestre, eu me atrasei dez minutos no começo, se o senhor me der mais dez, eu consigo recuperar esses dois pontinhos.
— De jeito nenhum, exame é exame, mesmo que faltasse 0,1. Se não passou, não passou.
— Eu não vou trazer comida gostosa para o senhor da próxima vez.
— Então eu coloco questões ainda mais difíceis da próxima vez.

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