— Quando as ações do nosso Grupo Torres sofreram a primeira grande queda, você também disse para não termos medo, que era uma correção normal. Mas no fim, caíram cada vez mais a cada dia, e agora, finalmente chegou a vez de vocês.
— Se você insiste em dizer que é uma correção normal, então que seja.
— Eu vou ficar de olho por vocês, hahaha. A justiça divina não falha, o carma não perdoa, hahaha...
Foi a primeira vez, em muito tempo, que Martim deu uma gargalhada sincera. Que satisfação, que delícia.
Enquanto isso, Tainá estava com o Mestre Lago, tendo acabado de concluir seu exame de farmacologia. Desta vez, finalmente foi aprovada e obteve o certificado de Farmacêutica Sênior.
Justo quando se preparava para ir para casa, o Mestre Lago perguntou: — Você vai deixar Laura escapar assim?
Tainá balançou a cabeça: — Deixá-la escapar? Como eu poderia? Só não chegou a hora ainda.
— Fique tranquilo, Mestre. Lidar com Laura certamente não dará muito trabalho.
— Com a personalidade dela, com certeza vai arrumar encrenca. Só precisaremos dar um empurrãozinho na hora crucial.
No momento, Tainá ainda estava ocupada lidando com a família Gusmão, então colocaria outras coisas em espera.
No dia seguinte, as ações do Grupo Gusmão continuaram despencando até o limite. Martim ligou mais uma vez para "parabenizar" Hélder Gusmão, zombando dele por um bom tempo e deixando-o furioso, soltando palavrões.
Essa era a diversão de Martim. Desde o dia anterior, ele não tinha nada para fazer a não ser dar umas olhadas nas ações do Grupo Gusmão. O humor dele melhorava bastante, conseguindo até comer uma tigela de arroz a mais.
O ser humano é assim: quando tem azar, sente-se mal, mas quando os outros têm azar junto, o coração encontra equilíbrio.
Ainda mais quando quem se dá mal é o inimigo que o prejudicou. O coração se sente ainda melhor.
Por outro lado, o deprimido Hélder Gusmão chegou em casa e, logo na porta, disse para a esposa: — Eu quero matar aquele velho bastardo do Martim.

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