Se ela o levasse, Martim descobriria antes mesmo de amanhã. O que fazer?
Laura passou a manhã inteira pensando e, por fim, encontrou uma solução: pedir para alguém fazer uma réplica falsa e substituí-la.
Sem hesitar, ela tirou várias fotos com o celular e foi até uma loja de penhores desconhecida.
Tainá estava no escritório controlando as ações do Grupo Gusmão, quando William ligou.
— Senhorita, Laura levou as fotos do Jade Imperial para a loja de penhores e perguntou se podiam fazer uma réplica.
E a loja de penhores calhou de ser do Mestre de Tainá.
Tainá lembrou-se do enfeite na sala de estar da Família Torres: — Me manda as fotos para eu dar uma olhada.
Como esperado, era o enfeite da sala da Família Torres.
— William, diga ao dono da loja para aceitar e fazer a réplica no menor tempo possível. Mas dê apenas cento e vinte mil pela peça original.
O dono da loja de penhores do Mestre não se revelava ao público e ficava numa área isolada justamente para acolher aqueles que queriam fazer negócios em segredo.
Já as outras três lojas de penhores em Valenúbia ficavam em áreas comerciais agitadas; havia a da Família Xavier, a da família Gusmão e a da família de Débora. E Laura não ousaria se exibir nelas.
A equipe especializada do Mestre Lago era realmente muito formidável. No dia seguinte, a réplica do enfeite de jade que Laura desejava estava pronta.
Ou melhor, não foi feita do zero. Usaram diretamente uma réplica parecida, feita de resina, e o Mestre a modificou rapidamente da noite para o dia. O valor total da peça não ultrapassava os cinco mil.
Já a verdadeira peça da Família Torres valia mais de seiscentos mil.
Laura conseguiu os seus cento e vinte mil, assim como desejara, e contactou Isadora naquele mesmo dia para comprar o remédio.
E, antes do jantar, sentado na sala, Martim bateu os olhos no enfeite de jade e percebeu uma anomalia na mesma hora.
— Como isso parece mais novo?
Com o cenho franzido, Martim perguntou à mãe e à filha.
— Limpei ela hoje mais cedo — respondeu Laura.

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