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Renascida e Desalmada: Meus irmãos imploram por perdão romance Capítulo 540

Porém, desta vez, sentar "lado a lado" significava se afundar juntos na lama da falência, um após o outro.

— Vá para o inferno, seu desgraçado azarado! Quem vai sentar lado a lado com você? Nem pensar!

— Hahaha, já está chegando, falta pouco! O nome disso é castigo divino!

— Eu já sabia que a punição divina viria... só não contava que seria tão rápido!

— Que castigo?

Perguntou Fernanda a Martim, acordando de um estado febril e sonolento.

Após Fernanda receber alta, Martim, incrivelmente, a levou de volta para a casa dele.

Talvez pelo receio com sua reputação e fofocas vizinhas; ou simplesmente por ela ser a única "família" que lhe restava.

Também existia a curiosidade mórbida de saber os graus de danos permanentes causados pelos venenos aplicados por Laura.

Resumindo a ópera, Martim fez com que levassem Fernanda de volta para a residência da Família Torres.

Escutando os murmúrios da mulher, ele voltou seu olhar para a cama e abriu um sorriso. — Chegou a vez dos Gusmão serem castigados... Assim como você.

Ela não proferiu mais nenhuma palavra.

Sabia desde o primeiro segundo o real motivo de ter retornado: tornar-se apenas um mero e desgastado saco de pancadas. Não haviam mais caminhos à sua espera, afinal de contas.

As doses de veneno que Laura colocara para Martim no início não eram de proporções pequenas. Acabou que Fernanda tomou o veneno em seu lugar e sofreu as consequências.

Felizmente, sua ida imediata ao hospital e os devidos suportes lhe pouparam de uma trágica morte, mas os calvários destruíram todas as células sadias de seu corpo debilitado; ela sequer continha a menor parcela de força capaz de levantar sua estrutura envelhecida daquela maldita cama, apesar de sua clareza de pensamento.

Martim lançava farpas sempre que queria, jogando a raiva no frágil cadáver desfalecido à sua mercê. Sem vitalidade, a mulher estava alheia às maldições, temendo mais o fim de seu acolhimento e o despejo solitário à sorte pelas ruas que restariam sem ele.

Verdade... a vingança divina havia chegado para ela também.

Uma boa realidade faria parte dela até os dias atuais, se a mesquinharia cega de desbancar Viviane não habitasse seus velhos modos arrogantes. Em vez de roubar o marido de Viviane, ela poderia ter apenas se casado com outra pessoa e viveria uma vida decente.

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