— Do que você está falando? Não estou entendendo.
Tainá começou a se fazer de desentendida.
— Mateus Valente, você quer morrer?! Da próxima vez não espere que eu te traga junto.
Lúcio cerrou os punhos querendo bater em Mateus, mas acabou se segurando.
Se batesse nele, não estaria caindo na armadilha dele, confirmando a fama de autoritário?
— Tainá, de jeito nenhum escolha ele. Esse cara é muito dissimulado, num descuido você cai na teia dele.
Se você tiver que viver a vida inteira com ele, vai acabar morrendo de cansaço.
— Fica tranquilo, eu só sou dissimulado com você, com os outros não.
...
Nessa hora, a avó também estava de olhos arregalados, observando a briga dos dois.
— Parem de brigar, eu não vou escolher nenhum dos dois.
Na verdade, Tainá sabia que eles estavam só brincando.
— Assim não dá, você tem que escolher um de nós. Senão, faz um esforço e escolhe o Lúcio.
Mateus fez uma expressão de quem estava abrindo mão de um grande amor.
— Como assim "fazer um esforço"? Se explique direito, Mateus Valente.
— Como você é ingrato!
Tudo bem, então faz um esforço e me escolhe de uma vez.
Lúcio o fuzilou com os olhos de novo.
...
De qualquer forma, aquele jantar foi mais animado do que nunca.
Após o jantar, Tainá pediu especificamente que Careca levasse a avó para passear, enquanto ela, Lúcio e Mateus iam ao escritório falar de negócios. Eles certamente não tinham vindo ali só para brincar.
— Como foram esses dias na universidade?
Lúcio perguntou.
— Foram ótimos.

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