Quando Tainá voltou ao campo de treinamento, todos os colegas ficaram olhando para ela, como se estivessem a vendo pela primeira vez.
Na hora do intervalo, Tainá sorriu e perguntou para eles: — O que foi? Não me reconhecem mais?
— Colega, será que você não me ensina um ou dois golpes?
O representante de classe quebrou o silêncio.
— Claro, vou abrir uma escola de artes marciais mais tarde e todos vocês podem vir aprender.
— Fechado, está combinado.
Gabriel Silveira disse.
Ele sabia que Tainá estava brincando.
— Não escutem o que ela diz, onde é que ela arranjaria tempo?
Mais uma vez, Carlos Xavier tentou tirar Tainá daquela enrascada.
— Quando li o fórum ontem à noite, fiquei assustado. Te mandei uma mensagem para saber o que estava acontecendo e você não respondeu.
Carlos Xavier se aproximou, preocupado.
— Eu já estava dormindo àquela hora. A Ana também me mandou mensagem e eu só fui ver agora pouco.
Depois te explico direito, quando tiver tempo.
Naquele momento, como havia muitos colegas por perto, ela não poderia dizer a verdade.
Naquela mesma tarde, Tainá não trocou golpes com o Instrutor Silva. Devido ao ocorrido da noite passada, ela ainda era o centro das atenções, e todos observavam o que a diretoria da universidade iria fazer a respeito.
Se a escola a punisse, as pessoas iriam continuar criticando o Grêmio.
Mas, se a escola concluísse que as atitudes dos membros do Grêmio estavam erradas, isso seria o mesmo que dar um tapa na cara deles; logo, alguns achariam que Tainá fora muito insolente.
Uma caloura bateu em membros do Grêmio e ainda saiu ilesa. Se outros alunos começassem a copiá-la no futuro, onde estaria a autoridade da instituição?
E como eles iriam administrar os alunos e as confusões dali em diante?
Sem falar dos outros, dentro do próprio Grêmio certamente haveria aqueles que tomariam as dores delas.
Além disso, havia um mandante por trás dos panos.

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