'Oh. Estou tão assustado.'
Respondeu um homem rechonchudo, com desprezo.
'Soltem-me de uma vez. Do contrário, ligo para a polícia.'
'Vá em frente, não estou vendo como vai chamar a polícia.'
Hahaha...
O grupo que o cercava riu em resposta.
'Suas mãos estão atadas, e ela ainda vai chamar a polícia? Estou morrendo de rir.'
'Me deixem sair! Se não, eu grito por socorro!'
'Grite, eu quero ver você gritar!'
Aquele gorducho pegou uma corda grossa e me bateu com ela.
'Ahhhh!'
'Ainda vai gritar por ajuda?!'
Aquele foi o instante em que entendi, pedir ajuda não faria nada; seria melhor poupar meu fôlego...
Helena chorava de coração partido enquanto ouvia, dizendo: — Isso era o destino, o carma dela.
Tainá não esperava que a tia Helena fosse tão supersticiosa.
— No entanto, as coisas acontecem por um motivo. Pense pelo lado bom, depois desse percalço, a Débora pode treinar bastante nas artes marciais no futuro e ser muito cuidadosa, o que não é necessariamente algo ruim.
Se a vida nos dá tudo nas mãos, não aprendemos através de adversidades, e com o tempo, ficamos fracos e imprestáveis.
Assim como eu, no passado: se não fosse pela Laura, que fez com que me botassem para fora, e se eu tivesse uma vida só de flores, eu seria muito fraca.
— Tem razão, nossa Débora foi bem tratada demais.
— Já que tudo foi resolvido, acho que eu já vou indo.
Tainá se despediu.
— Ai, passamos a noite em claro; você também precisa de um bom descanso.

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