— A Tainá tem razão. Se a senhora arruinar a sua saúde e afetar a sua expectativa de vida por causa de algumas posses materiais, será tarde demais para se arrepender. A Tainá não tem falta de dinheiro, ela é muito boa em ganhá-lo. Quando voltar, por favor, não crie atritos com eles. — Suzi a aconselhou em seguida.
A velha senhora não tinha muitos anos de vida sobrando; a vida que ela tinha agora foi prolongada pelos tesouros do mestre de Tainá.
— Eu sei. Não se preocupe, não vou causar confusão.
Mas ela estava determinada a pegar de volta o que era seu.
Após a refeição, Tainá voltou ao quarto, pegou uma caixa e a entregou para sua avó.
— Por favor, entregue este conjunto de joias de safira à minha prima por mim. Não comparecerei ao banquete de noivado.
Este conjunto de joias valia cem mil. Em se tratando de joias de alta classe, não era muito caro, mas também não era barato.
Tainá já havia recebido presentes de seu tio e sua tia, então isso também seria considerado como retribuir o favor.
— Tudo bem, eu levarei para ela por você.
Em seguida, Tainá foi para a escola.
Dali a alguns dias, a universidade realizaria os exames de meio de semestre, por isso ela precisava aproveitar os próximos dias para revisar.
Embora na universidade fosse apenas necessário passar, Tainá estava acostumada a dar o seu melhor. E, no final do semestre, ela ainda ganharia uma bolsa de estudos.
Não se tratava do dinheiro; era uma honra, uma afirmação dos seus resultados acadêmicos.
Durante o almoço, Ana e Carlos Xavier perguntaram sobre a situação de Débora e Tainá deu a eles um resumo geral do que aconteceu.
— Que assustador, em plena luz do dia, andando normalmente pela rua, com pedestres passando por perto, e ainda assim conseguiram raptar alguém? Esses criminosos são audaciosos demais, não?
— Exatamente por causa dessa situação é que as pessoas baixam a guarda. A Débora andava com um guarda-costas, e seu nível de alerta não era baixo. Se não houvesse ninguém por perto, seria mais difícil sequestrá-la.
— De agora em diante, vou carregar uma arma de defesa pessoal comigo. — disse Ana.
— Você não precisa se proteger, eles sequestraram a Débora por dinheiro e você não tem muito dinheiro. — disse Carlos Xavier.
— Ainda assim, eu tenho que me precaver. E se me sequestrarem para tirar os meus rins?

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