Antes de entrar na sala para fazer a prova, quando Tainá se preparou para beber água, notou que seu copo havia sido mexido.
Ela normalmente deixava a tampa girada só até a penúltima rosca. Esse era um código secreto que criara para si mesma.
Não contara aquilo para ninguém.
Mas hoje, a tampa do copo estava fechada até o fim.
Abrindo a garrafa térmica, não havia nada de estranho na cor da água nem nenhum odor diferente. Porém, com a vigilância de Tainá, ela não beberia.
Como a prova começaria em breve, ela apenas tampou a garrafa para resolver o caso depois.
No almoço, Ana perguntou para Tainá:
— Como você foi na prova?
— Dentro do esperado.
— Dentro do esperado que bom, de todo modo as provas do meio do semestre não valem bolsa de estudos.
Lembrando-se do episódio do copo de água, Tainá a alertou:
— Ana, sugiro que faça uma marca no copo que você costuma carregar. Se sair do seu campo de visão, não beba mais.
— Aconteceu alguma coisa?
— É provável que tenham colocado algo no meu copo.
— Ah! E onde foi isso?
— No dormitório.
— Ah! Com certeza foi obra da Camila a mando da Isabella Werneck. Ou então foi a própria Isabella quem fez.
Mas Tainá não achava que Isabella fosse capaz de um plano daqueles. Tendo convivido no mesmo dormitório por quase meio semestre, ela já compreendia o caráter das pessoas com quem morava.

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