— Assim que ouvir o nome Wall Street, ele vai querer ir. Aquele lugar é o destino dos sonhos de todos do setor financeiro, e ainda por cima, Vitor tem um espírito empreendedor.
— Ele só não foi até agora por falta de condições na vida real.
— Agora que você vai cobrir as despesas dele, é como uma excursão gratuita. Seria estranho se ele não fosse.
— E ele ainda vai poder ter experiência prática operando de verdade. Se houver perdas, não será responsabilizado; se houver ganhos, ainda dividirá os lucros. É simplesmente uma oportunidade enorme.
— Mas se ele tivesse que arcar com as perdas, será que ainda iria?
Carlos Xavier perguntou, sorrindo: — É melhor não assustar o cara.
— Com um capital tão imenso em um lugar tão feroz, se houvesse perdas, ele não conseguiria pagar nem em uma vida inteira. Só isso o espantaria na hora.
Poucos minutos depois, Vitor chegou para encontrá-los.
— Os dois figurões queriam me ver, o que houve?
Vitor perguntou, em tom de brincadeira.
Tainá fez um gesto para que ele se sentasse. — Pare com as brincadeiras. Como ousaríamos nos chamar de figurões na sua frente, Vitor?
A modéstia era uma virtude. Não importava a situação, pelo menos era algo agradável de se ouvir.
Em seguida, Carlos Xavier falou sobre a proposta de contratá-lo como operador de mercado.
— O quê? Wall Street! Vocês têm mesmo coragem de sonhar tão alto?
Vitor sabia que aqueles dois calouros tinham uma habilidade extraordinária, mas até então, tudo havia sido no mercado nacional. No cenário internacional, não eram ninguém. Além disso, eram jovens demais e com pouca experiência.
— Não é só sonhar, já está decidido, Vitor.
Disse Carlos Xavier, sorrindo, com um brilho de determinação nos olhos.
— Vocês vão mesmo? Não têm medo de perder todo o investimento?
— Se perdermos, será o preço pago por uma lição.
— Essa viagem não vai abalar nossos alicerces no país, é só voltar e lucrar de novo.
— Que coragem a de vocês! Não é à toa que conseguiram erguer negócios tão grandes sendo tão jovens.

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