— Vá logo vestir a roupa, pare de brincadeiras. — repreendeu Igor de leve, olhando para Jasmim com o rosto transbordando de mimo.
Depois, ele se voltou para Jéssica, que continuava de pé ali, em choque.
— Quer saber de alguma coisa? Pergunte.
Apesar de seu coração estar um caos, Jéssica conseguiu soltar a dúvida que a atormentava:
— Você vai se casar com ela? — Ela finalmente reencontrou a voz.
Na concepção de Jéssica, apenas pessoas casadas deveriam fazer "esse tipo de coisa", ou ao menos casais com casamento marcado.
A Família Lopes era extremamente rígida e limpa no que dizia respeito às relações entre homens e mulheres. Em toda a sua vida, Jéssica nunca tinha visto alguém tão, hum, sem-vergonha.
— Não, eu não vou me casar com ela. Você é a minha noiva, eu só vou me casar com você.
— E por que você estava fazendo aquilo com ela? Por acaso é ela quem você ama, e não a mim? Tudo o que você me disse antes era mentira?
Enquanto falava, Jéssica começou a chorar novamente.
— Não, eu não a amo, a pessoa que eu amo ainda é você. O que eu te disse antes não era mentira. Quanto a fazer "esse tipo de coisa", isso é da natureza dos homens. Não tem nada a ver com amar ou não, é só por diversão.
Ou seja, coisas desse tipo ocorreriam com frequência no futuro, e ela precisaria se acostumar.
Nesse momento, Jasmim já estava vestida e saía da sala de trás.
Com aquela sua voz enjoativa, ela falou: — Exatamente, é só diversão para nós. Isso não vai atrapalhar o casamento de vocês. A menininha ainda é muito jovem, não viu o mundo lá fora. Com o tempo, você se acostuma.
Ao terminar de falar, Jasmim soltou um sorriso sarcástico.
— Vocês estão falando asneiras...
Uma onda de ciúmes fez Jéssica sentir instintivamente que o que eles falavam não passava de besteira distorcida. A lembrança da cena asquerosa que presenciou assim que abriu a porta fez com que o seu estômago embrulhasse de repente.
Sem saber se era o nojo da cena anterior ou enjoo de gravidez, ela cobriu a boca com a mão e correu até o banheiro.

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