Thiago Torres chegou bem cedo na manhã seguinte. Ele foi primeiro para o hotel, fez o check-in e depois foi para a casa de Tainá Torres.
Ele ainda mantinha seu habitual cabelo dividido de lado, sua silhueta alta e ereta, vestindo sua blusa cinza de caxemira familiar e um casaco de lã preto, acompanhado de botas de cano alto pretas.
Havia apenas um traço extra de maturidade e experiência de vida em sua expressão.
Quando Tainá viu Thiago novamente, ela sentiu emoções complexas, mas as cicatrizes da sua vida passada ainda não podiam ser superadas, e era impossível reconhecê-lo plenamente.
Vamos tratá-lo como um amigo, isso já é a maior concessão que posso fazer.
Quando ele chegou, era a hora do café da manhã, ele trazia apenas duas pessoas consigo, um guarda-costas e uma assistente.
Tainá acenou para ele. — Chegou, sente-se para comer um pouco.
Thiago e os outros dois não fizeram cerimônia. O guarda-costas sentou-se à mesa com os outros seguranças, enquanto Thiago e a assistente sentaram-se à mesa de Tainá.
Na verdade, agora Thiago não ousava desejar que Tainá o chamasse de irmão mais velho. O fato de ela o tratar dessa maneira já o deixava muito satisfeito.
Lúcio e Thiago não disseram nada, apenas trocaram acenos educados para se cumprimentarem.
— O Senhor chegou!
Suzi rapidamente desceu para pegar dois conjuntos de louças. Ao ver o antigo jovem senhor, ela ficou muito feliz.
— De agora em diante, me chame de Sr. Torres.
Agora ele era o chefe da família, não era mais nenhum jovem senhor.
— Thiago! É você?
A avó, tomada pela emoção, levantou-se apressadamente.
— Esta é a minha avó.
Tainá os apresentou. Já fazia muito tempo desde a última vez que a velha senhora tinha visto Thiago.
Deixando de lado sua própria relação com Thiago, ela tinha que cuidar dos sentimentos da velha.
— Avó!
Thiago a abraçou.
Ele não esperava que a velha senhora estivesse ali com Tainá.
— Esta é Odete, minha esposa.

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