Tainá estava cansada. Deitou-se nos braços de Lúcio e adormeceu sem dizer quase nada. Lúcio ainda queria um pouco de intimidade, mas não teve resposta. Quando olhou, a respiração dela já estava uniforme.
Esquece, vou dormir.
Para os dois, a afeição desenvolvida através da proximidade deles não seria apagada. De tempos em tempos, Tainá o tratava como seu irmão sênior como sempre e confiava plenamente nele.
Mas ele, às vezes, desejava dar um passo adiante, mas ao ver a parceira daquele jeito, ele não conseguia. Esqueça, algumas coisas poderiam esperar para depois do casamento.
Ele que tinha a culpa por ser seu sênior. Ele deveria valorizá-la.
Depois, os dois adormeceram profundamente e só acordaram quando o telefone tocou. Era uma ligação do Sr. Branco.
— Irmão, acompanhado por uma beleza, esqueceu-se até de comer?
Isso que é um homem de sorte. Com tudo isso, como fica o coração dos encalhados? Só de pensar eu fico triste.
Ele só estava falando bobagem. Lúcio ficou sem palavras.
Estando com Tainá, todos pensavam que eles estavam se curtindo e aproveitando da melhor forma. Mas somente ele sabia que não ultrapassou os limites nem por um passo.
Se ele dissesse isso, quem acreditaria?
— Pare de falar bobagem, eu e minha parceira somos educados e decentes.
— Ouça, irmão. Nós somos todos adultos, tá com medo de virar piada?
Era o que ele achava. Eles não acreditariam.
Na verdade, aquele hotel pertencia a Lúcio, só que os outros não sabiam. É que para essa viagem, tudo foi providenciado pelo Sr. Branco.
Quando chegaram ao restaurante, todos já estavam lá. Vitor brincou com eles: — Como esperado da chefe, que estilo.
Ele disse isso ao ver que os dois foram os últimos a chegar.
— Quem tem mais estilo?
Nós chegamos ao hotel muito mais cedo. Você foi o último a chegar. Como eu ouvi dizer que o próprio Sr. Xavier foi de carro para te buscar?

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