Desta vez, Tainá viera justamente para aproveitar essa tempestade no País M e lucrar com a situação.
Porém, ela não podia revelar isso a terceiros.
— Miven, Mishka, o que vocês estão fazendo? Eles são meus amigos.
Assim que o Sr. Branco chegou ao saguão, ficou em estado de alerta.
— Eles são seus amigos? Não fizemos nada, só estávamos recomendando ações. — Miven respondeu ao Sr. Branco em inglês.
— As suas ações são uma armadilha, fique longe dos meus amigos. — O Sr. Branco insistiu, firme.
— Você está falando besteira, minhas ações são as mais lucrativas.
Apesar de retrucarem, os dois se levantaram e foram embora.
O Sr. Branco sentou-se à mesa de Tainá: — Não liguem para eles, aqueles dois são perigosos.
Curiosa, Tainá perguntou: — O que eles fazem?
— Miven é um agente de títulos. Ele ganha a vida exclusivamente com isso, e quanto piores forem as ações, mais ele lucra. Ele frequentemente procura desconhecidos ricos para promover essas ações fajutas. Quanto a Mishka... é melhor vocês não saberem.
— É melhor me contar. Só podemos nos precaver se soubermos com o que estamos lidando. Ela é uma assassina, uma terrorista ou a líder de alguma organização do tipo?
Carlos Xavier e os outros também ficaram atentos, ouvindo com atenção.
O Sr. Branco olhou em volta e murmurou em voz baixa: — É mais ou menos o que você disse por último. Ela é uma autêntica terrorista.
— Sendo assim, o seu grupo não pertence ao Sindicato Escarlate?
— Claro que não, já lhe disse que somos homens de negócios honestos. Algumas medidas drásticas são apenas para gerar intimidação. Se não tivéssemos um poder considerável, já teriam nos devorado e nunca conseguiríamos nos manter no cenário internacional. Já eles vivem do negócio do terror, fazem disso a sua profissão e são capazes de qualquer coisa.
— Obrigada por nos dizer.
Como havia muita gente ao redor, Tainá não achou adequado perguntar mais detalhes.

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