— Os documentos de transferência de ações do L'Horizon!
O Sr. Branco arregalou os olhos.
Ele disse com inveja: — Muito bem, irmão. Vocês se tornaram acionistas deste hotel?
— Estritamente falando, foi a sua cunhada quem se tornou acionista do L'Horizon, e não eu.
Lúcio disse impotente.
— Não é a mesma coisa?
— Como poderia ser a mesma coisa?
Terei que trabalhar duas vezes mais duro agora, irmão, caso contrário, as pessoas com certeza vão dizer que eu sou um homem bancado por mulher.
— E você já não é bancado por mulher?
O Sr. Branco perguntou de propósito.
— Injustiça, irmão. Nunca recebi um centavo sequer de forma passiva, é sério.
Eu deixo a minha própria empresa de lado, e em vez disso, a sua cunhada vive me explorando como um boi de carga.
Lúcio não sabia se ria ou se chorava.
O Sr. Branco riu: — É mesmo? Ter uma mulher competente demais é um trabalho duro.
Lúcio estava prestes a concordar quando, para sua surpresa, o Sr. Branco acrescentou: — Quer que eu, seu irmão, assuma esse fardo por você?
— Nem pense nisso!
Lúcio cerrou os punhos.
— Vocês podem brincar o quanto quiserem, mas parem de me colocar no meio disso!
Tainá trincou os dentes.
Os dois homens não se atreveram a dizer mais nada.
O Sr. Branco se virou e, vendo que o garçom estava prestes a sair, agarrou-o pelo braço: — Vocês ainda vendem mais ações? Eu quero.
Tainá disse, sorrindo: — Você vai querer, mesmo sendo cem milhões de dólares por um por cento das ações?
— Sim. Não falo de cem milhões, por duzentos milhões eu compraria.
Parecia que as ações do L'Horizon realmente tinham um valor de ouro.
O garçom apenas balançou a cabeça sem parar. As ações dali não podiam ser compradas apenas com dinheiro.

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