Quando Valentina chegou ao hospital, Arthur providenciou a documentação, levou-a para o raio-x e conversou com o médico.
— Ela luxou o osso.
Após a confirmação, o médico sequer teve tempo de iniciar o tratamento antes de um sujeito que se dizia ortopedista aparecer na sala, perguntando: — Quem é Valentina Cavalcanti?
Arthur apontou para ela.
— É este pé, certo? — O médico se abaixou.
Valentina encolheu-se na mesma hora.
Arthur a tranquilizou: — Deixe ele ver, senão teremos que engessar.
— Talvez não seja pre... — Valentina tinha uma certa desconfiança com aquele tipo de charlatão, mas o sujeito se levantou e se afastou. — Pronto.
— Pronto?
Valentina sentiu que ele apenas havia tocado o seu pé, e agora estava lhe dizendo que estava pronto.
— Ainda está doendo? — Arthur perguntou.
Ela mexeu o pé e não sentiu mais as pontadas de dor.
— Quem é ele?
— Eu não sei quem é, mas deve ser um conhecido de Henrique. Há alguns meses o Sr. Elias deslocou a mão e chamaram um especialista, e as descrições batem com ele.
Ao ouvir aquilo, o rosto de Valentina mudou de cor várias vezes.
Ela sentia que nunca sabia o que passava na cabeça de Henrique.
Ela concluiu que, após devolver o anel, ele tinha se tornado um pouco mais humano e demonstrava, daquela forma, estar satisfeito por ela ter tomado a iniciativa de terminar o noivado.
— Tente caminhar — A voz de Arthur a trouxe de volta à realidade.
Valentina levantou-se, deu alguns passos e relaxou a expressão: — Realmente não está doendo...
O pé já não doía mais, mas a perna apresentava alguns arranhões e a equipe médica aplicou iodo e curativos.
Saindo do hospital, Valentina falou para Arthur, um pouco sem graça: — Obrigada. Foi muita sorte você estar lá hoje...
— Sem problemas. Deixe-me levá-la para casa.
Valentina concordou. Aquilo a comoveu de leve, mas ela não pensou muito a respeito.
...

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