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Renascida Para a Vingança: O Magnata Vai Rastejar romance Capítulo 257

O Grupo Cavalcanti andava cheio de trabalho. Depois de atraírem alguns clientes da Empresa Mendes, Leonardo não parava de trabalhar um minuto sequer. As mensagens no grupo de trabalho de Valentina não paravam de chegar, repletas de atualizações sobre os projetos. Quando Dona Cavalcanti ficou sabendo da situação na empresa, Valentina disse para a mãe que queria voltar a trabalhar depois de tirar apenas uns dias de folga, e dessa vez, ela concordou.

No dia seguinte, Valentina terminou de se arrumar e foi direto para a empresa. Ao chegar, a recepcionista a chamou. Em cima da mesa havia um enorme buquê de flores recém-colhidas, com um perfume suave que roubava a atenção.

Valentina perguntou, surpresa: — Quem enviou?

A recepcionista não sabia dizer.

Valentina segurou as flores e foi até sua sala. Ao abrir o cartão, se deparou com apenas uma letra simples e direta:

Z.

Leonardo apareceu naquele instante. Ao ver as flores, abriu um sorriso provocador e brincou: — Mandou bem, Valentina. Até que enfim alguém teve a brilhante ideia de enviar flores para a minha irmã.

Ele fez uma pausa, chegou mais perto para ler o cartão, levantou uma das sobrancelhas e perguntou, com cara de curioso: — Mas... quem é esse tal de Z?

Valentina balançou a cabeça.

Leonardo: — Já podemos tirar o Henrique da lista. Ele tem namorada, e ainda é alérgico a pólen. Certeza que não foi ele.

Nesse momento, Renata Castro entrou na sala segurando alguns relatórios. Assim que a viu, Leonardo tratou de se mandar. — Vou dar um pulo na fábrica para checar os pedidos, vai adiantando os relatórios.

Valentina apressou-se a dizer: — Apareça na hora do almoço. À tarde, tenho que ir para a feira de exposição com o Daniel e o resto do pessoal.

— Tá, tá bom.

Valentina passou a manhã inteira focada no trabalho. No almoço, foi comer com Daniel e o resto da equipe no refeitório, arrumou as coisas e depois foi para a feira.

O grande destaque da empresa dela na feira era uma nova linha de produtos inteligentes. Ela ficou por lá atendendo aos clientes e tirando as dúvidas do pessoal. Mal teve tempo para tomar um gole de água.

Logo depois de se despedir de uma galera, ela se virou para dar uma olhada no estande dos concorrentes, mas travou na hora ao passar pelo espaço do Grupo Queiroz.

O Grupo Queiroz tinha levado sua plataforma mais nova para a feira, esbanjando um visual enorme. Mas o que fez o coração de Valentina disparar foi o técnico que estava no meio da vitrine respondendo às perguntas do público com a maior naturalidade.

O homem era meio gordinho, usava uma camisa escura e óculos de armação preta e fina. Sua feição era compenetrada.

Quanto mais Valentina o via, mais achava o rosto familiar.

Ela até pensou que estivesse enxergando errado e que poderia ser alguém aleatório.

Pouco depois, Arthur se aproximou para conversar com o técnico, chamando-o de "Ricardo".

Valentina finalmente teve a certeza de que não estava louca.

Aquele cara era o Ricardo Farias, ninguém menos que o quarto engenheiro de ponta da Bittencourt Tech.

Ela ainda nem tinha conseguido encontrá-lo.

E ele já estava trabalhando para o Arthur.

Valentina olhou para Arthur.

Arthur virou a cabeça e a viu.

Ele deu um sorriso para ela e assentiu.

Aquele sorriso não passava nenhum sinal.

O movimento foi tão forte que fez a cadeira bater no chão com um estrondo. Ele sentiu uma explosão de alegria no peito, achando que a vida finalmente começava a entrar nos trilhos.

Bem na hora, o Sr. Armando se deparou com a falta de modos dele e se preparou para soltar os cachorros.

Lucas adiantou: — Vô, o Henrique quer tomar uma comigo.

Henrique sempre foi um cara meio frio e distante, nunca procurava ninguém primeiro. Antes, as únicas pessoas com quem ele se dava o trabalho de entrar em contato eram o primo de Lucas, Ricardo Lemos, e Arthur. Em relação a Lucas, ele sempre agiu de forma blasé, mal puxava assunto com o rapaz.

E era bem por isso que o avô não ia com a cara dele. O velho achava que ele não chegava aos pés do primo nas questões sociais, parecendo não saber nem como lidar com as pessoas direito.

Naquela mesma noite, Lucas foi beber no bar com Henrique.

— Que bom, então. — A expressão do Sr. Armando suavizou. — Você tem que aprender com ele.

Quando Lucas entrou no camarote do bar, algumas pessoas já estavam sentadas lá. Ele não conseguia lembrar os nomes, embora já tivesse visto aqueles rostos antes. Mesmo assim, ele esbanjou simpatia e cumprimentou todo mundo, sendo apresentado a eles.

Quando o relógio bateu dez horas da noite, Henrique se levantou e foi o primeiro a ir embora.

Antes de partir, soltou que queria comer com eles amanhã e que poderiam levar alguns amigos, sem muita empolgação.

Bastou ouvir aquilo para Lucas ficar cego de alegria, acenando com a cabeça sem parar sem nem raciocinar.

Chegando em casa, Lucas apressou-se a enviar uma mensagem para Valentina: [A gente bem que podia comer num lugar bacana amanhã.]

Valentina só foi responder bem mais tarde: [Tô cheia de coisas pra fazer amanhã.]

Quando Beatriz ouviu que o restaurante custava mais de dez mil por cabeça, como ia sair de graça mesmo, topou na mesma hora.

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