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Renascida Para a Vingança: O Magnata Vai Rastejar romance Capítulo 259

Lucas: — Eu também...

Os garçons começaram a servir os pratos, enquanto Valentina reparou que havia guarda-costas nas proximidades.

Um pensamento a deixou meio sem jeito, afinal Henrique nunca andava de escolta a não ser que estivesse em viagem de trabalho ou tivesse alguma reunião importante. Mas por que naquele dia...

No fim das contas, enquanto comiam, alguém mencionou sobre jogarem golfe depois da janta, mas Henrique avisou que precisava sair da cidade à tarde por conta do trabalho.

Na mesma hora, Valentina ergueu a cabeça para olhar para Arthur.

Enxugou a boca e perguntou a Lucas: — Você tem o WeChat do Arthur? Queria perguntar um negócio para ele.

Lucas: — Tenho, posso te passar. Mas não seria melhor você conversar pessoalmente com ele, já que ele tá bem ali?

Lucas aumentou o tom de voz e falou: — Arth...

Valentina deu um pisão no sapato de couro dele e sussurrou: — Para de graça. Tá cheio de gente aqui.

— Querendo o contato do cara para quê? Para pedir em namoro? — Beatriz, a morta de fome à sua direita, perguntou de cabeça erguida.

Sorte que o tamanho da mesa ajudou a não deixar o outro lado escutar.

Valentina só sentia a cabeça latejando, com medo de que eles estragassem tudo. — Tá bom, chega de falar. Concentra na comida aí.

E, logo em seguida, ergueu a tigela de porcelana e tomou um gole de sopa.

O olhar de Henrique fixou-se em Valentina.

Com Lucas à esquerda e Beatriz à direita, os três estavam bastante felizes naquele momento.

Ao terminar a refeição, os lábios dela tinham um tom rosa claro natural, estavam macios como a polpa de uma lichia que havia acabado de ser descascada. Além de tudo, a umidade deixada pela sopa deu um toque sedutor.

Henrique agarrou a taça de vinho com firmeza.

Ele já não aguentava mais.

Fazia dias que não tirava os sonhos quentes que tinha com Valentina da cabeça, neles ela chamava ele de Henrique bem manhosinha... O que ele estava esperando...

A recordação dos lábios dela de tom avermelhado...

Um estalo.

A taça de cristal quebrou em suas mãos num piscar de olhos.

O barulho dos cacos quebrando espalhou-se pela mesa e o vinho derramou sobre os cacos de vidro miúdos.

Esse incidente de surpresa pegou os presentes desprevenidos. O grupo inteiro fitou o lugar de destaque da mesa.

Com todo esse murmúrio rolando, ficava quase impossível de Valentina não ouvir.

A lógica que Lucas tinha feito parecia fazer sentido.

Quando Henrique saiu, Beatriz e Lucas lançaram uns olhares discretos para ele, e até mesmo Valentina se forçou a levantar a cabeça.

Mas ela estava firme na decisão de que as palavras de Lucas eram mentiras...

Ele...

Quem diria que, naquela hora, Henrique ia virar a cara, com um olhar mais bruto que soco no estômago.

Na mesma hora os três acharam que o cara estava encarando, e já baixaram a bola na hora. Beatriz soltou os cachorros: — Seu imbecil do Lucas, se quisesse me matar era só avisar, minha mãe já cansou de dizer para não arrumar problema com o Henrique, vou te encher de porrada até você cuspir os dentes, ah não... Valentina, não tô querendo despertar os teus traumas, só tô pedindo pro Lucas parar de ferrar a gente! Ah, é verdade, a Letícia também tá aqui hoje. E se a gente esperar ela ficar sozinha pra dar uma surra nela...

Pelo canto do olho, Lucas percebeu que Henrique tinha sumido, levantou a cabeça de novo e comentou: — Ih rapaz, a Letícia acabou de dar as caras. Agora sim o bicho vai pegar.

Beatriz escutou ele falando, levantou os olhos, e realmente Letícia já tinha colado nele.

Toda a fome que Valentina sentia passou, então puxou a blusa de Beatriz. — Vamo embora.

Lucas se levantou, enxugou o suor com um lenço e jogou no lixo. — Me esperem, só vou averiguar uma parada rapidinho.

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