Dona Adelaide estava insatisfeita. Da última vez, as palavras repentinas de Valentina, dizendo que gostava de Dante, a assustaram.
Mas o marido disse que ela falou da boca para fora por estar com raiva, e que não devia ser levado a sério.
Dona Adelaide também achou o mesmo.
Desde sempre, essa menina não tinha segundas intenções, e era adequada para a família Bittencourt.
Dona Adelaide decidiu perdoá-la por essa vez.
— Valentina, com a aproximação do Ano Novo, o mordomo de casa já voltou para sua cidade natal, mas o Henrique precisa de um documento, e não consigo achar ninguém para levar.
Valentina ficou surpresa.
Ela não conseguiu saber se aquilo era uma tentativa de Dona Adelaide juntá-la com Henrique ou se era verdade.
Ela estava prestes a recusar, quando Dona Adelaide disse: — Valentina, você sabe que eu já me envolvi num acidente de carro, o seu tio nem me deixa mais dirigir, e esse documento é essencial para a família Bittencourt.
Valentina hesitou.
Se Dona Adelaide estava dizendo aquilo, parecia injustificável recusar.
O documento estava dentro de um envelope pardo lacrado.
Valentina pegou o envelope e prometeu: — Eu entregarei nas mãos do Henrique o mais rápido possível.
Dona Adelaide sorriu: — Obrigada, ainda bem que pude contar com você.
...
Valentina dirigiu até o Grupo Bittencourt.
Havia muito tempo que ela não ia lá. A recepcionista a conhecia, e de relance já sabia que ela estava ali para ver o presidente.
A Srta. Cavalcanti frequentemente ia procurar o presidente no passado.
Mas agora todos comentavam que ele já tinha namorada, uma jovem de sobrenome Mendes, de família acadêmica.
A recepcionista não sabia se devia deixar Valentina entrar ou não.
Valentina pareceu notar a hesitação dela e disse: — Vim entregar um documento a pedido de Dona Adelaide. Assim que entregar, eu vou embora.
Quando a recepcionista ouviu que era um pedido de Dona Adelaide, soltou um suspiro de alívio e a deixou passar.
Valentina apertou o botão do elevador e entrou. No quinto andar, o elevador parou e um grupo de funcionários entrou, conversando entre si.
— O quão incrível a Srta. Mendes tem que ser para conquistar o presidente?
— Da última vez ela veio à sala dele, e subiu pelo elevador privativo, vocês não viram... ela é de uma beleza pura, mas atraente, é linda demais.
— Ele a protege tão bem, é amor de verdade...

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