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Renascida Para a Vingança: O Magnata Vai Rastejar romance Capítulo 649

— Cunhada. — Sophia Bittencourt entrou no quarto segurando uma cesta de frutas.

Valentina, que estava de repouso na cama há dias, estava entediada. Ao ver a visita, seus olhos finalmente ganharam algum brilho. — Sophia.

— Primo...

Henrique assentiu. Ele também estava deitado de lado na cama abraçando Valentina. Os dois estavam assistindo a um filme no projetor, mas o desligaram na mesma hora.

Henrique olhou para Sophia e perguntou casualmente para Valentina: — Quer ver uma dança de grupo feminino?

Os olhos de Valentina brilharam, e ela respondeu prontamente: — Quero.

Henrique olhou com frieza para Sophia: — Sua cunhada quer te ver dançando.

Sophia engoliu em seco, como ela poderia dançar ali? A forte pressão emanada naturalmente por Henrique era muito pior do que um palco gigante cheio de público. Suas mãos e pés ficaram tensos instantaneamente e ela tentou arrumar uma desculpa para escapar: — Primo, cunhada, vou lá na copa cortar as frutas para vocês.

Ao dizer isso, ela se virou e fugiu.

No corredor, ela quase trombou de frente com Hana.

Valentina culpou o homem ao lado com descontentamento: — Finalmente chega alguém para me fazer companhia e me distrair, e você espanta a menina.

Henrique aproveitou a deixa para se levantar, com um tom provocativo: — Então eu vou lá buscar ela de volta.

— Não precisa. — Valentina falou sorrindo. — Não tem mais ninguém aqui que saiba dançar?

Henrique ergueu a sobrancelha: — Onde tem outra pessoa?

O olhar de Valentina se fixou em Henrique, e ela disse com os olhos cerrados em formato de lua: — Eu não posso sair da cama agora, então não posso ser eu, não é?

Henrique a olhou fixamente, sem dizer uma palavra, com os olhos escuros começando a se encher de riso. — É melhor fazermos outra coisa, não acha?...

...

Não havia avanços rápidos do lado de Matheus, mas quanto ao caso de Isadora, em poucos dias tudo começou a tomar forma.

Henrique ordenou a Thiago que, seguindo a lista de contatos da faculdade, entrasse em contato com Isadora sem problemas.

Na casa de chá, Isadora não esperava que Henrique a convidasse para se encontrarem e apareceu apreensiva.

Henrique começou falando: — Não precisa ficar nervosa.

— Hoje só vim esclarecer uma coisa com você.

Em seguida, ele empurrou a câmera digital para perto dela. Nela estavam todas as fotos de encontros privados entre ela e Arthur.

Na tela, o homem agia de forma fria e certeira, sem a menor hesitação. Aquela atitude perversa era completamente oposta ao jeito suave com que ele tratava os outros no dia a dia. Isadora olhava incrédula para a cena e um calafrio correu por sua espinha, deixando um medo incontrolável subir ao coração.

Ela hesitou em erguer o olhar e encarou o cigarro ainda apagado entre os dedos de Henrique, perguntando baixo: — Vocês não eram amigos antes?

— Eu só descobri agora esse lado complexo dele. — Henrique não mencionou que o traidor pego havia confessado o esquema das Corporações Queiroz. — Ele é com certeza mais complexo do que eu imaginava.

Isadora abaixou a cabeça, com o coração em um caos. Todos aqueles pensamentos difusos do passado agora ganharam um tom frio.

Henrique olhou para o estado de choque em que ela se encontrava e pontuou até onde devia: — Quando não souber em quem acreditar, pense mais nos seus gêmeos em casa. Os laços de sangue e uma família estável são muito mais confiáveis do que uma gentileza forjada.

Os olhos de Isadora arderam e as lágrimas caíram incontrolavelmente.

Henrique suspirou no íntimo, mesclando tom de provocação com sinceridade: — Pensando bem, como a Valentina não é cega de amor? Todas as frustrações que os outros causam nela, ela sempre dá um jeito de botar a culpa em mim.

— Mas é até bom que ela não viva só de amor. Se ela fosse cega de amor por outro cara, meu problema seria ainda maior.

Henrique deu um sorriso leve e se levantou. — Isadora, vou pedir para alguém te levar para casa.

Quando Henrique saiu, Thiago entrou logo em seguida: — Sra. Cavalcanti, vou acompanhá-la até em casa.

— Obrigada, não precisa. — Isadora limpou as lágrimas.

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