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Renascida Para a Vingança: O Magnata Vai Rastejar romance Capítulo 289

Valentina empurrou a multidão como uma louca. No chão, objetos amassados estavam espalhados em desordem. Uma pulseira de contas rolou entre os escombros, com as peças rachadas e dispersas. Sobre o corpo irreconhecível e mutilado pela estrutura pesada, estava o paletó de Leonardo. O tecido encontrava-se encharcado de manchas, formando uma imagem chocante.

— Leo, Leo...

A voz de Valentina se rompeu de vez. Ela se arrastou até o corpo para puxar a roupa que cobria a cabeça da vítima.

— Não olhe! A ambulância vai chegar...

O Diretor Vitor a impediu, agarrando sua mão direita.

Mas ela já não ouvia mais nenhum aviso. Sua mão esquerda, a única livre, puxou o tecido num rompante. Ao redor, as pessoas prenderam a respiração no mesmo instante.

As pupilas de Valentina se dilataram. No instante seguinte, um grito desesperado rasgou sua garganta, tão estridente que causava calafrios: — Ah...!

O rosto estava irreconhecível. Não havia mais nenhum traço da aparência bonita de antes.

Os espectadores desviaram o rosto, cobrindo a boca, sem coragem de continuar olhando. Alguém gritou apressado: — Por que a ambulância não chega? Levem-no logo para o hospital!

Uma pessoa ao lado respondeu: — Ferido desse jeito... Não vai adiantar nada a ambulância chegar. O hospital já mandou chamar o carro da funerária.

Valentina desabou no chão, tremendo sem controle. Ela gritou como uma louca: — É impossível! Meu irmão não morreu. O que vocês estão olhando? Chamem logo uma ambulância!

Ela fixou o olhar naquele corpo destruído. Estendeu as mãos trêmulas, tentando juntar os pedaços que faltavam.

— Srta. Cavalcanti, este não é o Sr. Cavalcanti!

— Quê? — Dessa vez, o corpo de Valentina enrijeceu. Assustada, ela recolheu as mãos em pânico e recuou dois passos de forma desajeitada. Bernardo segurou seus ombros com firmeza, amparando-a a tempo.

Bernardo ergueu a cabeça e disse de forma áspera: — Explique isso direito.

O Diretor Vitor respondeu: — O Sr. Cavalcanti está bem, apenas machucou o braço e sangrou um pouco, por isso foi para o hospital. Ainda não sabemos quem é este funcionário...

Valentina ficou paralisada diante do cadáver desconhecido, e seu estômago se contorceu bruscamente. Ignorando os olhares alheios, ela apoiou as mãos no chão e se levantou aos tropeços. Foi até o lado de fora, encostou na parede, curvou-se e teve ânsias de vômito duas vezes.

Foi apenas ao ver Leonardo vivo, em pé diante dela, que os nervos tensos de Valentina cederam de vez. Ela se jogou nos braços do irmão e chorou copiosamente.

Com a mão ilesa, Leonardo deu tapinhas leves nas costas dela para confortá-la: — Por que está chorando? Eu não estou ótimo?

Valentina chorou até perder as forças. Ao se acalmar aos poucos, ela notou que Henrique estava ali do lado.

Com os olhos vermelhos, ela perguntou, com a voz rouca: — O que ele está fazendo aqui?

— Graças a ele, que foi me procurar e me puxou. Se não, eu teria sido esmagado.

Bernardo já havia trocado algumas palavras com Henrique.

Ele olhou para trás e viu Valentina mais calma. O casaco dela estava sujo de poeira; os fios de cabelo grudavam nas bochechas, bagunçados. Os olhos continuavam vermelhos, assim como a ponta de seu nariz.

Bernardo falou: — Ainda bem que foi só um susto. Vou comprar água para vocês.

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