— É falso.
Durante a refeição, Valentina explicou tudo nos mínimos detalhes a Beatriz.
O relacionamento de Valentina com Dante era apenas para lidar com o acordo de casamento entre as famílias Bittencourt e Cavalcanti.
Depois de ouvir a explicação, as dúvidas de Beatriz sumiram, mas ela cerrou os dentes de raiva. Mesmo sendo falso, ela não achava que Dante fizesse um bom par com Valentina.
— O Dante não serve para você. Não vá transformar essa farsa em realidade.
Beatriz xingou em seguida: — Letícia sabe mesmo escolher. Henrique é, sem dúvida, o mais excepcional daquele grupo. Se eu fosse você, teria dado um tapa na cara dela agorinha. Valentina, você mudou —
— Desde quando você desiste tão fácil?!
Valentina hesitou.
Na vida passada, ela não havia desistido e era muito possessiva em relação a Henrique. Como resultado, arruinou a sua própria família.
Ela torceu a boca e disse: — Não há nada que eu possa fazer. Não posso simplesmente bater de frente com eles.
— Na verdade, você poderia procurar o Avô Bittencourt... Ele é quem mais gosta de você... — Beatriz achava que o Avô Bittencourt era provavelmente a única pessoa no mundo que poderia obrigar Henrique a se casar com Valentina.
Valentina balançou a cabeça. — Não. O que é forçado não traz felicidade.
— Tudo bem, não quero mais ouvir nada sobre o Henrique.
— Certo... — Beatriz sentiu que essa era a sua última refeição com a amiga antes do Ano Novo. Ela precisava manter um clima agradável, então não mencionou mais aquele assunto.
Nesse momento, o celular tocou. Valentina pegou e deu uma olhada, com uma expressão pensativa.
...
Todos os funcionários do Grupo Cavalcanti já estavam de folga.
Quando Valentina chegou à empresa, o local que costumava ser movimentado parecia vazio. O andar inteiro estava tão silencioso que ela só conseguia ouvir seus próprios passos.
Ao chegar ao departamento financeiro, pegou as chaves e testou uma por uma, até acertar a certa. Abriu a porta e entrou.
Valentina esperou em silêncio por dez minutos lá dentro.
A maçaneta da porta girou e uma jovem entrou apressada. — Desculpe, Srta. Cavalcanti. Peguei trânsito no caminho.
— Eu é que peço desculpas por te chamar a esta hora. — Valentina estendeu a mão para cumprimentar Sabrina Souza, a jovem funcionária do departamento financeiro.
Sabrina tinha trinta anos, era solteira e formada em finanças e contabilidade. A sua família era local, e desde que entrou na empresa, ela não se dava bem com os funcionários veteranos. Era frequentemente excluída pelos mais antigos, mas felizmente não havia sido forçada a pedir demissão e continuava no cargo. Valentina havia verificado que ela não tinha nenhuma relação com o diretor financeiro.

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