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Renascida Para a Vingança: O Magnata Vai Rastejar romance Capítulo 522

Depois de preparar mais de trinta tigelas, os fios de cabelo de Valentina grudavam em seu pescoço, e ao passar a mão, sentia gotas escaldantes de óleo escorrerem.

Os braços estavam tão dormentes e doloridos que ela mal conseguia levantá-los. Com os olhos avermelhados pela fumaça ardida, Valentina não aguentou e largou a espátula para descansar.

Mas assim que virou-se para a porta, a senhora a agarrou com brutalidade, apertando seu braço com firmeza e repreendendo: — O trabalho não acabou, não vai a lugar nenhum e não pode descansar!

Valentina cambaleou ao ser puxada e perguntou com a voz rouca: — Foi o Henrique quem mandou você me tratar assim? Chame ele aqui agora!

A senhora ficou impassível e sem mudar de expressão, isentando-se da culpa: — Não sei quem é Henrique. Minha obrigação é cuidar daqui e garantir que você faça o que deve.

Ela apontou para as carnes e pimentas amontoadas na tábua, sem suavizar a voz: — Você está proibida de tocar em outros ingredientes ou pratos além dessa carne frita. Fique quieta, continue fritando um prato após o outro. Só poderá descansar se ele chegar e você implorar para ele deixar.

A longa manhã escorreu no meio da fumaça sufocante do óleo, e quando o meio-dia chegou, Henrique ainda não havia aparecido.

Valentina resistiu graças ao pensamento de que os gêmeos seriam os prejudicados caso ela fraquejasse, suportando o meio-dia exaustivo. Durante a tarde, continuou sem parar, sem chance de dar um suspiro de alívio.

Foi somente quando o crepúsculo cobriu os topos das montanhas e a neblina deixou toda a plantação com um aspecto cinzento que toda a carne frita finalmente ficou pronta.

Henrique Bittencourt empurrou a porta da cabana acompanhando o frio noturno da montanha, e, quando seus olhos se encontraram, o coração de Valentina encheu-se de ódio, querendo dar-lhe um tapa. Contudo, seus braços já estavam tão inchados e dormentes que ela não tinha forças nem para levantá-los.

A senhora que cuidava do chá abriu um sorriso bajulador logo em seguida, indo exigir os créditos: — Todos os pratos foram feitos só por ela, eu não ajudei em nada. Essa sua amantezinha tem se comportado bem.

Henrique fitou Valentina em silêncio.

Valentina apertou os hashis de bambu com força. Ela já estava destruída pelo cansaço da fumaça, e ainda precisava ter a paciência de separar as pimentas em excesso para levar a carne aos lábios dele.

Na verdade, Henrique não gostava de pimenta, mas ele comeu algumas porções sem mudar a expressão.

Bastava Valentina ser um pouco mais lenta, ou mostrar um pingo de relutância nos olhos, e Henrique parava de mexer no tablet, lançando-lhe um olhar sombrio e pesado que tirava o fôlego dela.

Era óbvio que ele estava a torturando de outra forma, valendo-se das ordens constantes para despejar a própria raiva.

— Coma você também. Assim que terminar, vá tomar banho e espere na cama. Será a minha vez de dar de comer a você.

Valentina ficou furiosa, pegou um prato de carne frita e virou na cabeça dele.

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