O fato era que ele atendia o telefone para lidar com o grupo de pessoas no barco, enquanto dava lances em um colar para Letícia...
— Eu vi. — Valentina limpou o suor frio da testa.
Beatriz falou:
— À noite o Lucas falou que a gente vai se encontrar no mesmo lugar de sempre. Ele disse que o Henrique vai levar a Letícia. Você vai?
Valentina queria dizer não, mas lembrou que, no mesmo dia na vida passada, Leonardo também tinha ido, e acabou entrando em conflito com Henrique.
A tragédia da família Cavalcanti deve ter começado a partir desse dia.
Valentina logo disse:
— Eu vou!
— Se vai, então vá, por que o grito? — Beatriz tirou as mãos das orelhas do outro lado da linha.
Valentina desligou e desceu apressada. Ela ia até a empresa falar com o irmão imediatamente, querendo impedir que Leonardo brigasse com Henrique naquele dia.
Ao chegar lá, ela correu direto para o escritório dele.
Dessa vez, para impedir que Leonardo fizesse besteira, Valentina foi clara:
— Leo, eu não gosto mais do Henrique.
Leonardo não esperava que a irmã fosse lá e parecesse meio doida, por isso não pôde evitar franzir a testa.
— Você parou de gostar do Henrique do nada porque ouviu falar que ele gosta da Letícia? Não escute essas pessoas...
— Não, não é por causa da Letícia. Eu só fui descobrir agora que ele não é o meu tipo.
Leonardo ficou espantado:
— Falando sério? — Ele sabia o quanto a irmã mais nova amava Henrique, a ponto de não notar nenhum outro homem nos eventos em que ele estava.
— Muito sério!
— Entendi. — Leonardo disse. Antes, ele não estava satisfeito por ver o quanto a irmã gostava dele sem ser amada de volta. Agora, com essa tal de Letícia, ele achou que a irmã estava cansada demais para amar.
Tudo bem, os homens bons de Cidade do Mar não se limitavam apenas a Henrique.
— Pode ficar tranquila, vou procurar alguém bom para você.
Valentina sorriu:
— Obrigada, Leo.
Leonardo notou que ela não se abalou e ficou mais tranquilo. Agora ele era o CEO do Grupo Cavalcanti, e logo iria conferir a mercadoria em uma fábrica ligada a eles.
— Vou para a fábrica e te deixo em casa no caminho.
— Leo, me deixe na livraria... Tenho que comprar uns livros.
Ela estava prestes a se formar, e o seu trabalho final já tinha passado. Ela não precisava se preocupar com ofertas de emprego, e nessa época na vida passada, não tinha nada para fazer. Ela vivia esperando ser a noiva de Henrique, e não tinha nenhum hobbie além de comprar.
Mas agora, ela pediu ao irmão que a deixasse na livraria mais próxima, pegando alguns livros ligados à área de negócios para ler.
...
Quando a noite caiu, ela foi a um famoso clube de alta classe de Cidade do Mar.
Quando Valentina entrou no camarote, os amigos de infância de Henrique, Ricardo e Arthur, já estavam lá, junto com outros amigos que trouxeram mais amigos, totalizando umas dez pessoas. Seu irmão, Leonardo, também estava no meio. Era claro que o que estavam falando antes não tinha sido bom, e seu rosto não estava bem.
Valentina franziu a testa.
Beatriz notou quando Valentina chegou, e acenou com ânimo.
— Valentina, aqui...
Valentina sentou-se à direita de Beatriz e logo escutou a namorada de Ricardo se espantando:
— Família Mendes? Que família Mendes...
— É brincadeira, né... Como esses dois ficaram juntos?
Valentina olhou para as pessoas que falavam.



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