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Renascida Para a Vingança: O Magnata Vai Rastejar romance Capítulo 653

A Família Cavalcanti chegou à Mansão Nanquim logo depois, em outro carro. O enorme saguão da casa encheu-se de vozes por um momento e ficou bastante animado.

Valentina estava fraca devido ao parto e, no momento, só conseguia comer refeições líquidas. O jantar em família ocorreu na sala de jantar do térreo, com os mais velhos reunidos, enquanto ela permanecia sozinha no quarto do segundo andar, descansando.

Ao escutar a voz de Heloísa Bittencourt, Valentina apoiou a mão na parede e foi movendo os passos aos poucos, em direção ao local onde as pessoas se aglomeravam. Do andar de cima, ela conseguiu ver os mais velhos sentados em círculo. Conversavam com entusiasmo sobre a escolha do nome do bebê, cada um dando a sua opinião.

Tal cena de uma família unida e de extrema valorização abriu a cicatriz há muito enterrada da sua vida passada. Na vida anterior, todos os membros da Família Bittencourt xingaram o bebê de bastardo. Quando ela perdeu a criança, eles pareceram até aliviados.

O rosto de Valentina estava pálido. Com um pouco de tristeza, ela pensou: naqueles dois anos, fora gerar Kiki por vontade própria, o que mais ela havia decidido? Ela agora não era dona de si mesma, sendo empurrada do começo ao fim, como se nunca tivesse controlado a sua própria vida.

Henrique subiu a escada devagar com a bandeja térmica cheia de comida líquida. Ao chegar no segundo andar, ele viu Valentina apoiada na parede ao lado do corredor, com o rosto distante. Seu peito apertou de imediato, e ele adiantou os passos para perguntar: — O que foi?

Percebendo que o olhar dela se voltava sem querer para a sala animada no andar de baixo, Henrique falou: — Está todo mundo ocupado pensando em um nome para o Kiki.

— Você não pode mais se levantar à toa, volte e deite-se para descansar. — Henrique pousou a bandeja na mesinha de cabeceira e, sem dar espaço para discussão, passou os braços ao redor da cintura e atrás dos joelhos dela para pegá-la.

A mente de Valentina continuava na sombra da sua vida passada. Tonta e sem qualquer força no corpo, ela apenas ergueu as mãos por instinto e abraçou o pescoço dele, deixando que o homem a carregasse até deitá-la na cama macia.

Após ela se sentar, Henrique pegou o caldo na cabeceira, sentou-se à beira da cama e passou a alimentá-la, com paciência, colher por colher.

Não demorou para que os passos soassem do lado de fora da porta. Dona Cavalcanti acompanhou Isadora Fontes escada acima. O rosto da senhora carregava um sorriso, e ela falou logo a Henrique: — Henrique, você ainda não comeu, desça rápido e jante com os seus pais e com o Sr. Elias. Deixe isso comigo, eu alimento a minha filha...

Henrique hesitou. Imaginou que a sogra tivesse algo que desejasse falar em particular com Valentina. Não quis dar muitas desculpas. Entregou a tigela de porcelana com cuidado às mãos de Dona Cavalcanti e concordou de forma suave: — Tudo bem, então lhe dou esse trabalho, mãe.

Depois de falar, ele deu as costas e desceu.

— Mãe, Isadora.

Isadora: — Como está o corpo, já melhorou um pouco? — Bem melhor.

Dona Cavalcanti sentou na cama, pegou um pouco do caldo morno e o entregou aos lábios da filha. Enquanto dava na boca, demonstrou preocupação: — A incisão já não dói, né?

Dentro do quarto, uma babá profissional segurava Kiki. Quando Isadora ia dar uma mãozinha, Henrique entrou.

Ao ver aquilo, Isadora não se segurou e brincou em meio aos sorrisos: — Olha lá o seu papai de primeira viagem, Kiki. Você nem abriu tanto o choro, e ele escutou e veio correndo. Ter um filho deve ser maravilhoso mesmo para ele.

Henrique mexeu nos cantos dos lábios. Aproximou-se e tirou o bebê dos braços da babá.

Aproveitando a janela em que a babá se virou para pegar a mamadeira limpa, Isadora Fontes ficou com vergonha. Ela baixou a voz: — Obrigada por ter me avisado antes. Eu encontrei com ele na escola apenas algumas vezes. Não tem mais nada entre nós.

Henrique ignorou, como se não tivesse ouvido.

Na verdade, bastava a Isadora falar aquilo a ela mesma. Ele nunca ligaria, a não ser que quisesse evitar problemas à sua esposa que fazia repouso.

Isadora já estava acostumada ao comportamento indiferente e silencioso dele e não se sentiu envergonhada.

Henrique segurou Kiki, que parou de chorar. Ao voltar para o quarto principal, Valentina ergueu os olhos e logo interrogou: — Por que o bebê chorou do nada?

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