Isadora olhou para Daphne com uma expressão preocupada:
— Isso... Isso não é um problema? Os vinhos do Sr. Lucian não devem ser baratos, né?
Daphne riu, como se aquilo não fosse nada:
— Lucian sempre me traz aqui e vive me dizendo para pegar o que eu quiser. Eu nem sei o preço dessas coisas. Uma vez quebrei uma garrafa e me falaram que custava cerca de cento e sessenta mil. Ele não disse nada, só ficou preocupado se eu tinha me machucado.
— Nossa, virou até declaração de amor! Gente, vamos agradecer à futura dona do restaurante, né? — brincou um dos colegas.
— Obrigado, dona do restaurante! — Disseram outros, em coro.
— Ai, não falem assim, gente. Vou ficar sem graça. — Disse Daphne, com as bochechas coradas, parecendo envergonhada, embora seus olhos estivessem fixados em Florence, como se quisesse declarar território.
Florence encarou Daphne por alguns segundos e, em seguida, acompanhou o falso entusiasmo dos colegas com um sorriso forçado. Ela não estava nem aí para Lucian, muito menos para o título de "futura dona do restaurante".
Nesse momento, Isadora se aproximou de Florence, com um sorriso largo.
— Eu invejo a Daphne, mas você certamente não deve invejá-la. Seu namorado deve ser incrível com você.
— Eu não tenho namorado. — Respondeu Florence, firme.
— Então... Seu pescoço...
— Foi mordida de cachorro. — Murmurou Florence, desviando o olhar e indo rapidamente em direção a uma cadeira.
Quando os vinhos finalmente chegaram, o garçom fez questão de apresentá-los formalmente, detalhando a safra e o valor, como era de praxe no restaurante.
— Romanée-Conti, safra de 2016. Trezentos mil reais.
Os colegas ficaram boquiabertos, segurando as taças com extremo cuidado, como se qualquer movimento brusco pudesse aumentar ainda mais o preço do vinho.
Daphne, no entanto, parecia completamente acostumada com o luxo. Ela acenou levemente com a mão, num gesto casual:
— Não se preocupem, bebam à vontade.
Os colegas aproveitaram a deixa e começaram a brindar, dedicando taças após taças a Daphne. Não demorou muito para que alguns, já com o efeito do álcool, se soltassem mais.
— Daphne, você não disse que o Sr. Lucian viria te acompanhar? Onde ele está? — Perguntou um deles, com curiosidade.
Daphne apoiou o rosto na mão, fingindo-se levemente embriagada, e respondeu:
— Se ele viesse agora, vocês não conseguiriam relaxar e beber como estão fazendo. Então pedi para ele chegar um pouco mais tarde.
Depois disso, ela pegou o celular e, sem qualquer cerimônia, ligou para Lucian na frente de todos.



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