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Renascida para a Vingança: O Preço do Amor e da Traição romance Capítulo 108

Isadora olhou para Daphne com uma expressão preocupada:

— Isso... Isso não é um problema? Os vinhos do Sr. Lucian não devem ser baratos, né?

Daphne riu, como se aquilo não fosse nada:

— Lucian sempre me traz aqui e vive me dizendo para pegar o que eu quiser. Eu nem sei o preço dessas coisas. Uma vez quebrei uma garrafa e me falaram que custava cerca de cento e sessenta mil. Ele não disse nada, só ficou preocupado se eu tinha me machucado.

— Nossa, virou até declaração de amor! Gente, vamos agradecer à futura dona do restaurante, né? — brincou um dos colegas.

— Obrigado, dona do restaurante! — Disseram outros, em coro.

— Ai, não falem assim, gente. Vou ficar sem graça. — Disse Daphne, com as bochechas coradas, parecendo envergonhada, embora seus olhos estivessem fixados em Florence, como se quisesse declarar território.

Florence encarou Daphne por alguns segundos e, em seguida, acompanhou o falso entusiasmo dos colegas com um sorriso forçado. Ela não estava nem aí para Lucian, muito menos para o título de "futura dona do restaurante".

Nesse momento, Isadora se aproximou de Florence, com um sorriso largo.

— Eu invejo a Daphne, mas você certamente não deve invejá-la. Seu namorado deve ser incrível com você.

— Eu não tenho namorado. — Respondeu Florence, firme.

— Então... Seu pescoço...

— Foi mordida de cachorro. — Murmurou Florence, desviando o olhar e indo rapidamente em direção a uma cadeira.

Quando os vinhos finalmente chegaram, o garçom fez questão de apresentá-los formalmente, detalhando a safra e o valor, como era de praxe no restaurante.

— Romanée-Conti, safra de 2016. Trezentos mil reais.

Os colegas ficaram boquiabertos, segurando as taças com extremo cuidado, como se qualquer movimento brusco pudesse aumentar ainda mais o preço do vinho.

Daphne, no entanto, parecia completamente acostumada com o luxo. Ela acenou levemente com a mão, num gesto casual:

— Não se preocupem, bebam à vontade.

Os colegas aproveitaram a deixa e começaram a brindar, dedicando taças após taças a Daphne. Não demorou muito para que alguns, já com o efeito do álcool, se soltassem mais.

— Daphne, você não disse que o Sr. Lucian viria te acompanhar? Onde ele está? — Perguntou um deles, com curiosidade.

Daphne apoiou o rosto na mão, fingindo-se levemente embriagada, e respondeu:

— Se ele viesse agora, vocês não conseguiriam relaxar e beber como estão fazendo. Então pedi para ele chegar um pouco mais tarde.

Depois disso, ela pegou o celular e, sem qualquer cerimônia, ligou para Lucian na frente de todos.

Daphne imediatamente se jogou em seus braços, quase derretendo-se em uma mistura de charme e dependência:

— Lucian, estou com sono. Me leva para casa para eu dormir, por favor.

A forma como ela usou as palavras deixou o ambiente carregado de insinuações.

Os colegas, ao verem Lucian, levantaram-se rapidamente.

— Sr. Lucian. — Disseram, quase em uníssono.

Lucian lançou um olhar breve em direção ao grupo e respondeu apenas com um “hum” seco, antes de pousar seus olhos diretamente em Florence, que continuava comendo, fingindo não notar sua presença.

Ele segurou Daphne e começou a conduzi-la para fora. Florence, ao perceber que ele estava saindo, finalmente soltou um suspiro de alívio.

Mas Isadora, ao seu lado, aproveitou a oportunidade para provocar:

— Flor, vocês combinaram as roupas? Você e Lucian estão usando blusas de gola alta. Mas, claro, ele provavelmente não está usando para esconder marcas de mordidas de cachorro, né?

Florence ficou tão surpresa com o comentário que quase derrubou a tigela de sopa.

Atrás dela, Lucian parou. Seu olhar, agora carregado de algo mais perigoso, permaneceu fixo em Florence por longos dez segundos antes de finalmente sair do salão.

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