Valentina refletiu por um momento antes de falar com cautela:
— Sendo assim, vocês três, que são novos no estágio, devem apresentar um esboço de design. Depois, irei com vocês para a reunião com Lavínia.
— Certo. — Florence e Isadora responderam ao mesmo tempo.
Daphne, no entanto, sorriu com confiança:
— Diretora Valentina, não precisa se preocupar tanto com isso. Posso marcar um encontro com Lavínia e levar Florence e Isadora comigo.
Valentina estava realmente ocupada, então assentiu e concordou.
Assim que a reunião terminou, vários colegas cercaram Daphne, cheios de admiração.
— Daphne, você realmente é a mulher do Lucian. Conhece todo mundo.
— Imagina. — Daphne ergueu os olhos para Florence, um sorriso insinuante nos lábios.
Florence ignorou completamente e, pegando seus pertences, saiu com Isadora.
Enquanto caminhavam, Isadora comentou em voz baixa:
— Flor, se você tivesse conexões tão boas quanto ela, com certeza faria um design ainda melhor.
— Isadora, chega. — Florence a interrompeu. Sempre achava que Isadora falava coisas estranhas de vez em quando.
…
De volta ao seu lugar, Florence estava concentrada em rascunhar ideias para o projeto quando uma pilha de documentos foi colocada sobre sua mesa.
— Florence, tire cópias desses papéis e distribua para todos.
— Certo.
Ela suspirou, interrompida em seu fluxo de pensamento, e se levantou.
Isadora também se levantou ao mesmo tempo, carregando sua própria pilha de documentos. As duas se olharam e seguiram juntas para a copiadora.
Antes que Florence pudesse dar um passo, um colega de trabalho apareceu na sua frente.
— Flor, me dá seus documentos. Eu também preciso fazer cópias, já levo os seus junto.
Ela lançou um olhar para os papéis que ele segurava e sorriu de leve.
— Não se preocupe, hoje está todo mundo ocupado. Não quero atrapalhar seu trabalho.
— Não precisa ser tão formal. — O homem estendeu a mão para pegar os papéis dela, mas Florence desviou sutilmente.
Agradeceu educadamente e seguiu com Isadora até a copiadora. O colega não insistiu e ficou para trás.
Já na sala de cópias, Isadora olhou discretamente ao redor antes de cochichar:
Os colegas se entreolharam. Um deles abriu a porta do carro e sorriu:
— Flor, entra aí. Te levo para jantar e depois te deixo em casa.
— Não precisa. Tenho outros compromissos. — Florence inventou uma desculpa e tentou sair dali.
Mas Rosana segurou seu braço com força, impedindo sua saída, e a empurrou levemente na direção do carro.
— Qual é, Flor? Somos todos colegas. Não precisa ser tão difícil. Antes, você não era assim. Se fosse comigo, eu aceitaria na hora!
Os homens a cercaram na porta do carro. Estava claro que não pretendiam deixá-la ir tão facilmente.
Florence sorriu friamente. Sabia que Rosana estava aprontando de novo. Pelo visto, a última lição não foi suficiente para fazê-la parar.
— Tudo bem. Vamos. — Disse com naturalidade, inclinando-se para entrar no carro.
Naquele momento, um carro de luxo preto estacionou mais à frente.
Dentro do veículo, um homem observava friamente Florence entrando no carro de outro homem.
Ao seu lado, Daphne sorriu com segundas intenções.
— A Florence realmente sabe como se enturmar. Só faz dois dias que está no estúdio e já está saindo com todos os colegas.

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