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Renascida para a Vingança: O Preço do Amor e da Traição romance Capítulo 143

— Ai, meu Deus… Estou com tanto medo! Eu tenho pavor do escuro… Não consigo enxergar nada… Ah! — Rosana soltou um grito abafado, e Florence ouviu os passos dela tropeçando, como se tivesse perdido o equilíbrio.

Pelo som, Florence percebeu que Rosana estava vindo em sua direção. O problema? Bem à sua frente estava Lucian. Rosana sabia usar as circunstâncias a seu favor.

Logo em seguida, o som de corpos se chocando confirmou suas suspeitas. Rosana realmente conseguiu o que queria. Florence estava prestes a soltar um riso sarcástico, mas, antes que pudesse reagir, uma sombra se colocou à sua frente.

Ela parou, surpresa, sem tempo de processar o que estava acontecendo. A respiração quente e firme de alguém a envolveu, e, sem aviso, Florence sentiu os lábios daquele homem sobre os seus. O beijo a pegou completamente desprevenida, e ela ficou imóvel, incapaz de resistir ou reagir.

O cheiro dele era um misto de ar frio de inverno com o calor suave de um sol tímido. O toque não era urgente como antes; havia uma calma contida, como se ele só quisesse calá-la, mas ainda assim, sua respiração estava ligeiramente descompassada.

Florence foi arrancada de seus pensamentos pelo som de Rosana e Daphne, que ainda estavam no chão, gemendo de dor após a queda. Ao mesmo tempo, o som de passos no corredor se aproximava. As empregadas vinham trazendo bandejas com velas aromáticas, e a luz tremeluzente começava a iluminar o caminho.

Florence, vendo a claridade cada vez mais próxima, entrou em pânico e tentou empurrar o homem à sua frente. No entanto, ele segurou sua cintura com firmeza e a conduziu para dentro do quarto.

Com um clique seco, a porta se fechou e foi trancada. Florence sentiu seu corpo ser pressionado contra a parede. A respiração dele era quente e úmida, e ela sentiu seu coração disparar.

Quando tentou resistir, ele segurou suas mãos com força, mas sem machucá-la. Ele abaixou a cabeça, aproximando-se de seu ouvido, enquanto sua voz rouca e cheia de implicância ecoava:

— Você acha mesmo que eu preciso "me cuidar"? — Lucian perguntou, com um tom que carregava um misto de ironia e provocação.

— Você… — Florence começou a responder, mas foi interrompida por uma batida na porta.

— Florence, trouxe as velas para você. — Anunciou a empregada do lado de fora.

Lucian a encarou, um sorriso leve brincando em seus lábios. Ele deu um passo para trás, encostando na parede ao lado da porta, com as mãos nos bolsos, despreocupado com a possibilidade de ser descoberto.

Florence cerrou os dentes, abriu uma pequena fresta na porta e pegou o prato com as velas aromáticas. Antes de fechar a porta, viu, pelo canto dos olhos, Daphne e Rosana ainda no chão do corredor.

— Srta. Daphne, o Sr. Lucian está ocupado com alguns assuntos. Recomendo que a senhorita volte para o seu quarto e descanse.

Sob a luz oscilante das velas, o rosto de Daphne parecia distorcido, e até mesmo sua sombra na parede assumia um aspecto ameaçador. Ela lançou um olhar na direção do quarto de Florence, mas, antes que pudesse fazer qualquer coisa, Florence fechou a porta rapidamente.

Florence colocou o prato com as velas sobre a mesa. Eram seis, de diferentes tamanhos, exalando uma mistura de fragrâncias que, embora intensas, não eram desagradáveis. Sentindo-se exausta, ela se inclinou sobre as velas, aproximando o rosto para sentir o aroma mais de perto.

Lucian, que estava do outro lado do quarto, observava-a com olhos semicerrados. A luz das velas brincava no rosto de Florence, destacando o brilho em seus olhos. Quando ela inclinou a cabeça, algumas mechas de cabelo caíram sobre o pescoço, tocando suavemente sua clavícula. A camisa de seda branca, ligeiramente desabotoada, revelava um toque de pele, o que, combinado com sua expressão distraída, dava a ela uma sensualidade despretensiosa.

Lucian sentiu sua respiração pesar por um instante. As chamas das velas tremularam, refletindo o calor que parecia crescer no ambiente. Ele deu um passo em direção a Florence, mas ela recuou instintivamente, os músculos tensos.

Ele baixou os olhos para ela, e Florence prendeu a respiração, sentindo o peso de sua presença.

Mas Lucian não fez nada. Ele simplesmente pegou o prato de sua mão, virou-se e se sentou em uma das cadeiras do quarto, como se nada tivesse acontecido.

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