A polícia agiu com eficiência. Assim que Florence concordou com a conciliação, não demorou para trazerem o documento.
Entre os oficiais, estava a mesma policial que havia colhido o depoimento dela. Antes de entregar o papel, a mulher fez uma última tentativa:
— Tem certeza de que pensou bem?
Florence segurou a caneta com mãos trêmulas. Um sorriso amargo surgiu em seus lábios.
— Já pensei, sim. Vamos acabar logo com isso.
Afinal, o que ela era, senão uma formiga no meio de gigantes?
Sem dar a si mesma tempo para se arrepender, Florence assinou rapidamente o documento.
A policial suspirou, pegou os papéis e saiu.
Logo em seguida, Lyra entrou no quarto com uma caixa térmica nas mãos. Os olhares das duas se cruzaram, e Lyra não conseguiu conter a culpa que inundou seus olhos, já avermelhados pelas lágrimas.
— Flor…
— Eu já sei de tudo. O tio está bem? — Perguntou Florence, com a voz cansada.
Lyra enxugou os olhos, suspirando enquanto colocava a comida na pequena mesa ao lado da cama:
— Ele está bem. Levou uma bronca, mas você sabe como o Theo é… Tudo culpa daquele Gabriel! Um lixo de pessoa! Tem cara de gente decente, mas é um canalha disfarçado.
Florence suspirou, exausta:
— Mãe, eu não quero me casar.
Lyra hesitou por um instante, mas logo mudou de assunto, como se quisesse evitar o tema incômodo:
— Tudo bem, tudo bem. De qualquer forma, agora a internet toda está falando da Daphne. Isso já não tem mais nada a ver conosco. Não quer casar? Não case! Eu só não queria que as pessoas achassem que você está… Pensando em quem não devia.
Dizendo isso, colocou o prato de comida nas mãos de Florence.
Sem fome, Florence mexia na comida enquanto pensava nas palavras da mãe.
— Mãe, o que estão falando dela?
— Ah, parece que finalmente apareceu gente sensata na internet. Estão dizendo que a Daphne está tentando forçar o Lucian a casar. Por isso toda essa confusão. Agora só dá gente chamando ela de desesperada e sem vergonha. Você sabe como é… Ela e o Lucian juntos sempre despertaram inveja. Agora que pegaram ela em uma situação dessas, não vão economizar. Eu sempre disse que ela tinha cheiro de falsidade.
Lyra balançava a cabeça em reprovação, enquanto falava com desdém.
Mas Florence sentiu algo estranho. Sua intuição dizia que aquilo não era coincidência. Ansiosa, pediu o celular da mãe e começou a navegar pelas redes sociais. Realmente, não faltavam comentários criticando Daphne, chamando-a de interesseira e dizendo que ela estava tentando forçar Lucian a um casamento.
De um dia para o outro, a maré havia virado.
Lyra tirou o celular das mãos de Florence, resmungando:
— Para com isso. Come alguma coisa. Por que você se importa com ela?
Florence franziu o cenho.

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