Mas, sem uma base sólida de negócios e sem o poder financeiro de grandes investidores, o Grupo Fernanda acabaria sendo consumido, mais cedo ou mais tarde, se não começasse a investir de verdade.
Era melhor uma dor aguda de uma vez só, apostando tudo num novo futuro.
Ela respirou fundo, observando o limpador de para-brisa afastar a chuva do vidro, e tomou sua decisão.
"Estou certa."
"O Grupo Fernanda precisa existir por muitos e muitos anos. Seja pela mestra ceramista Fernanda Guimarães, seja pelo grupo que leva seu nome. O nome da minha mãe merece ser conhecido por muito mais gente."
Ela estava disposta a dar tudo por isso.
Nana percebeu a determinação nos olhos dela e passou a caneta.
"Então, por favor, peça para o Diretor Paiva assinar. Eu quero ver de perto o futuro do Grupo Fernanda ao seu lado."
Jessica virou o rosto.
Nana, que sempre fora fria e séria, sorria para ela.
Jessica também não conseguiu segurar o sorriso. Depois de assinar, colocou os documentos cuidadosamente sobre o colo.
"Vamos, hora de voltar pra empresa."
"Uhum."
Nana pisou fundo no acelerador.
As duas partiram rumo ao futuro.
A antiga casa da Família Paiva, deixada para trás, balançava e rangia sob a tempestade.
......
Xande não se lembrava quando o conflito terminara.
Quando a briga no quarto finalmente cessou,
Carla foi levada ao hospital para salvar a gravidez, com o rosto pálido como papel.
Luna, depois de um acesso de loucura, chorou até desmaiar e também foi levada ao hospital, onde caiu num sono profundo.
O médico lhe disse:
"As emoções da gestante oscilaram muito, mas ela não demonstrou real intenção de suicídio. Se vocês não a deixarem mais nervosa, não deve haver maiores problemas."

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