O sorriso de Patrícia se contraiu.
Ela franziu a testa.
— O que quer dizer? Depois de tudo, você ainda não acredita em mim?
Nilton devolveu o celular para ela.
— A menos que haja um relatório de teste de DNA, não acreditarei em nenhuma palavra do que você diz.
Dito isso, ele nem deu chance para Patrícia se defender e saiu direto pela porta.
Patrícia, furiosa, atirou o celular contra a parede.
Então ele queria ver a criança hoje para fazer um teste de paternidade.
Muito tempo depois, ela desceu da cama e pegou o celular.
Sua voz soou doce:
— Alô, Afonso? Da última vez você disse que estava disposto a me ajudar...
Duas semanas depois.
Nilton subestimou a determinação de Patrícia.
Ele não esperava que ela trouxesse a criança para o país tão rápido.
— Nilton, você não queria ver a criança? Trouxe o menino para te ver. Estamos perto da sua empresa.
— Vamos, bebê, chame o papai.
Ao ouvir a voz de Patrícia ao telefone, Nilton parou por um momento.
Ele fez um gesto com a mão para que os subordinados pausassem a reunião.
Os subordinados também ficaram atônitos.
Ué, ouviram uma criança gritando no telefone do chefe?
Se não ouviram errado, a criança chamou de... papai?
Caramba, o grupo todo ficou animado imediatamente.
Hehe, a fofoca mais fresca, crocante e doce. Quem não ficaria tonto com isso?
Nilton massageou as têmporas.
Ao levantar a cabeça sem querer, deparou-se com expressões de curiosidade vindo de todos os lados.
Engoliu as palavras que estavam na ponta da língua.
— A reunião de hoje termina aqui. Estão dispensados — disse Nilton, inexpressivo.
Os outros se olharam, com olhos arregalados.
Não, cadê a fofoca suculenta?
Todos arrumaram os documentos de má vontade, enrolando por dois minutos sem tirar a bunda da cadeira.
Nilton lançou-lhes um olhar.
— Cada um deve escrever um resumo da reunião de cinco mil palavras. Enviem-me antes de sair do trabalho.
Os outros: ???
Imediatamente, correram mais rápido que coelhos.
Afinal, quem não sabia que as exigências do Sr. Nilton eram altas?
Se não escrevessem logo, não iriam para casa hoje à noite.
Nilton continuou falando ao telefone:
— Hum, ok. Estou descendo. Encontro vocês na cafeteria em frente.

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