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Segredos De Uma Noite Meu Marido Por Contrato (Olivia) romance Capítulo 605

A memória de Fabrício na prisão voltou mais uma vez.

Vi minha filha chorando na madrugada... vestida com uma blusa sua e segurando outra só para sentir seu cheiro. Então para de achar que foi esquecido. Porque aquela mulher vive respirando você.

Liam baixou os olhos para o celular.

Abriu o W******p.

Encontrou a conversa com André.

As mensagens fizeram seu maxilar endurecer por reflexo.

André: Olívia, olha esse colar que comprei para Amanda. Você acha que ela vai gostar? Me ajuda. Você tem bom gosto.

Liam continuou.

André: Romântica incurável aguenta só mais um pouco. Logo você vai voltar para seu Mozão. Só espero que ele não queira quebrar minha cara. Não vou apanhar e ficar parado.

A resposta de Olívia veio logo abaixo.

Olívia: Se você agredir meu Mozão, eu te mato, André. Ele é maravilhoso demais para ficar com hematomas no corpo. Sério... eu tenho muita sorte por ter reencontrado ele. Meu Deus, que saudade dele.

O canto da boca de Liam se ergueu em meio às lágrimas.

— Minha atrevida...

Passou o polegar sob os olhos e voltou à galeria.

Outro vídeo.

Olívia estava sentada no chão da sala da casa de André, filmando Meredith.

— Vem pra mamãe, filha... — dizia ela, estendendo a mão para a bebê. — Isso... dá a mãozinha pra mamãe... olha isso, Mozão...

Meredith soltou um som animado e tentou avançar. As perninhas escorregaram no tapete, fazendo Olívia rir.

— Ai, meu Deus... olha você tentando engatinhar! Dá a mãozinha pra mamãe, Meredith...

A bebê tentou novamente.

Dessa vez conseguiu.

— Meu Deus! Meu Deus! Você conseguiu, minha princesa!

Liam sorriu entre as lágrimas.

— Você gravou tudo...

O vídeo seguinte começou.

E alguma coisa mudou imediatamente.

Liam percebeu antes mesmo de compreender.

A voz de Olívia.

Não havia Mozão.

— Liam...

Ele franziu a testa e olhou para a data.

O sorriso desapareceu.

Poucos dias depois do encontro com Bárbara no restaurante.

Liam ficou imóvel.

— Foi depois daquele restaurante...

Tornou a olhar para Olívia.

— Você acreditou que eu estava com ela.

Baixou os olhos para a tela.

— Agora eu entendo você.

Liam continuou mexendo no celular. Depois de um tempo, um ruído vindo da cama o fez erguer a cabeça.

Olívia estava tentando se levantar.

Liam paralisou.

Ela apoiou uma mão no colchão, mas o braço pareceu não sustentar o próprio peso.

— Marina...

A palavra saiu arrastada.

Liam ficou sem reação por uma fração de segundo.

Olívia tentou novamente.

— Marina... me ajuda...

Conseguiu colocar os pés no chão com enorme dificuldade e levantou-se.

As pernas cederam e ela atingiu o chão.

O celular escapou da mão de Liam e caiu sobre o tapete.

— Olívia!

Olívia começou a chorar imediatamente, o corpo sem força contra o dele.

— Eu quero... fazer xixi...

As palavras saíam emboladas.

— Eu vou proteger você. Vou proteger nossa filha. Ninguém vai fazer mal a vocês duas novamente.

Enterrou o rosto nos cabelos dela, respirou profundamente seu cheiro e apertou-a um pouco mais contra o peito.

— Ninguém.

Os olhos dele encontraram a caixa sobre o criado-mudo, mas logo voltaram para Olívia. O polegar deslizou lentamente pelo braço dela.

— E você vai voltar a confiar em mim, amor. Não porque eu vou exigir isso de você... mas porque vou ter paciência para conquistar sua confiança outra vez.

Beijou demoradamente o alto da cabeça dela.

— Eu vou te ouvir. Mesmo quando doer. Mesmo quando você estiver com raiva de mim. Mesmo quando não souber explicar o que está sentindo. — Os dedos continuaram acariciando seus cabelos. — Vou ter toda a paciência que não tive antes até você conseguir se abrir comigo e colocar para fora tudo o que está fazendo você sangrar por dentro.

Liam fechou os olhos.

— Não vou mais me afastar quando você precisar de mim. Eu sou seu porto, Olívia... e você é o meu mar.

Um sorriso triste tocou seus lábios antes que ele beijasse novamente os cabelos dela.

— Eu carrego a bússola. Você carrega o mapa. E juntas, a bússola e o mapa completam a jornada. Sem a bússola, o mapa pode se tornar um enigma. Sem o mapa, a bússola não tem para onde apontar. — A mão deslizou pelas costas dela, mantendo-a junto ao coração. — É isso que nós somos. Quando estamos juntos, eu encontro liberdade no seu mar... e você encontra abrigo no meu porto. Separados, cada um carrega metade da nossa história. Juntos, somos o caminho inteiro.

A voz ficou ainda mais baixa.

— Nunca esquece disso, minha vida. Nós nos encontramos uma vez... vamos saber nos encontrar de novo.

Liam encostou os lábios em sua testa.

— Eu te amo, vida.

O olhar voltou para a caixa de medicamento.

Dessa vez, a dor veio acompanhada de determinação.

— E nós vamos cuidar disso. Você vai se livrar dessa droga quando seu médico disser que é seguro fazer isso, do jeito certo. Eu não vou aceitar que esse seja o seu destino, Olívia. Não vou assistir você desaparecer diante dos meus olhos.

A garganta apertou quando a imagem da mãe atravessou sua memória.

— Eu perdi minha mãe porque era um menino. Não tinha poder para entender o que estava acontecendo, muito menos para salvá-la.

Uma lágrima escorreu.

Liam a apertou contra o peito.

— Mas eu não sou mais aquele menino.

Beijou os cabelos dela.

— Hoje eu sou um homem. Sou seu marido. E vou fazer tudo que estiver ao meu alcance para ajudar você a sair disso. Não vou perder você novamente, amor. Não depois de já ter sobrevivido à sua morte uma vez.

A mão voltou a acariciar lentamente seus cabelos.

— E, daqui para frente, você vai dormir assim sempre que quiser. Nos meus braços. — Os dedos fizeram um cafuné delicado em seu couro cabeludo. — Eu faço cafuné até você dormir, seguro você quando acordar... e, se tiver uma noite ruim, a gente atravessa a madrugada juntos.

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