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Segredos De Uma Noite Meu Marido Por Contrato (Olivia) romance Capítulo 242

O segurança trocou um olhar rápido com o colega, que respondeu com um sorriso debochado, inclinado levemente a cabeça, como quem se divertia com a situação. O clima na recepção se tornava cada vez mais pesado, quase sufocante.

— Melhor facilitar, moça. — disse o segundo segurança, dando um passo à frente, invadindo o espaço pessoal de Ísis. — Não precisa dificultar as coisas. — completou, abrindo as mãos num gesto falso de conciliação, enquanto o olhar deslizava de forma invasiva, deixando claro o tom de intimidação.

— Eu vou processar vocês se encostarem em mim. — avisou Ísis, com a voz firme.

— Tirem logo essa mulher daqui! — disparou a recepcionista, nervosa. — Eu preciso ir embora.

Um dos seguranças segurou Ísis pelo braço com força.

— Tira a mão de mim! — gritou ela, chamando a atenção de quem ainda circulava pelo saguão.

Eles começaram a puxá-la em direção à saída.

— Me solta! — repetiu, tentando se desvencilhar.

O segurança deu uma risada baixa, suja, inclinando-se para o colega.

— Essa aqui é braba, hein. — disse, com deboche. — Mulher assim gosta de comandar… na cama.

O outro segurança arqueou o canto da boca, sorrindo.

— É… e com esse tipo eu coloco de quatro e dou aquela puxada firme no cabelo. — completou, passando os olhos por ela de forma desrespeitosa. — Abaixa a bola, princesa, antes que complique pro seu lado.

Ísis se debateu, furiosa.

— Vocês vão se arrepender disso! — disparou, a voz firme, mesmo com o braço preso..

Nesse exato momento, as portas de vidro da entrada se abriram com um sopro de ar frio, trazendo o som da rua para dentro do saguão.

Leonardo entrou… e congelou ao ver a cena.

O olhar dele percorreu rapidamente o ambiente: os seguranças arrastando Ísis, a tensão estampada no rosto dela, o clima pesado no ar.

O maxilar de Leonardo se contraiu na hora. O corpo inteiro dele ficou rígido.

— Que p0rr@ é essa? — a voz saiu baixa, perigosa.

Em poucos passos, ele já estava mais perto, os punhos cerrados, os olhos fixos nos seguranças.

— Soltem ela agora! — ordenou, em voz alta.

— Isso não é da sua conta, granfino. — debochou um dos seguranças. — Essa aí é cheia de atitude. Gosta de bancar a valente, mas aqui quem manda somos nós. Na cama faço ela ficar mansinha.

O sangue ferveu antes mesmo de Leonardo pensar. O corpo reagiu antes da razão.

— Seu desgraçado. — ele avançou, empurrando o segurança. — Solta. Agora.

O clima explodiu.

O segurança tentou reagir, mas Leonardo foi mais rápido. Um soco certeiro fez o homem cambalear e cair no chão. Leonardo avançou, dominado pela raiva.

— Não é assim que se trata uma mulher! — gritou, desferindo socos na cara dele.

Ísis levou as mãos à boca, desesperada.

— Leonardo, para! Você vai matar ele! — implorou.

O outro segurança tentou puxar Leonardo, mas não conseguiu. Quando o homem no chão parou de reagir, Leonardo finalmente se levantou, respirando com dificuldade.

— Tira a mão dela. — disse, num tom baixo, controlado, mas perigosamente firme.

Leonardo hesitou por um segundo.

Ísis sentiu a mudança no ar. Sentiu o peso do olhar de Alex sobre ela. Com delicadeza, ela mesma afastou as mãos de Leonardo, num gesto quase automático, como quem tenta diminuir a tensão antes que ela explodisse.

— Mais uma vez, muito obrigada, Leonardo. — disse, com sinceridade, a voz ainda carregada de adrenalina. — O que eu temia… aconteceu.

Leonardo passou a mão pelo rosto, respirando fundo, ainda alterado. Deu um passo para trás, visivelmente se recompondo.

— Desculpa, Alex. — disse, direto, a voz rouca. — Eu perdi a cabeça. Mas eles estavam sendo covardes com ela. Eu não ia ficar parado vendo aquilo.

Alex não respondeu.

Não olhou para Leonardo.

Todo o foco dele estava em Ísis.

Ele se aproximou imediatamente, como se o resto do saguão tivesse deixado de existir. O olhar dele percorreu o rosto dela, depois desceu para os braços, para as mãos, para o corpo inteiro, atento, cuidadoso, como quem procura qualquer sinal de dor, qualquer marca que denunciasse violência.

As mãos de Alex pairaram por um segundo no ar, como se quisesse tocá-la, mas também tivesse medo de machucá-la.

Então, sem pensar mais, ele a puxou para perto e a envolveu num abraço firme, protetor, daqueles que dizem sem palavras: “agora você está segura.”

O corpo de Ísis se encaixou automaticamente no dele, ainda tremendo levemente pela descarga de adrenalina. O peito de Alex subia e descia forte, o maxilar travado, como se estivesse se segurando para não explodir ali mesmo.

Ele manteve um braço ao redor dos ombros dela e a outra mão apoiada nas costas, num gesto claro de proteção.

— Como você está, minha Preta? — perguntou, agora mais baixo, a voz grave carregada de tensão, cuidado e posse contida. — Te machucaram?

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