O segurança trocou um olhar rápido com o colega, que respondeu com um sorriso debochado, inclinado levemente a cabeça, como quem se divertia com a situação. O clima na recepção se tornava cada vez mais pesado, quase sufocante.
— Melhor facilitar, moça. — disse o segundo segurança, dando um passo à frente, invadindo o espaço pessoal de Ísis. — Não precisa dificultar as coisas. — completou, abrindo as mãos num gesto falso de conciliação, enquanto o olhar deslizava de forma invasiva, deixando claro o tom de intimidação.
— Eu vou processar vocês se encostarem em mim. — avisou Ísis, com a voz firme.
— Tirem logo essa mulher daqui! — disparou a recepcionista, nervosa. — Eu preciso ir embora.
Um dos seguranças segurou Ísis pelo braço com força.
— Tira a mão de mim! — gritou ela, chamando a atenção de quem ainda circulava pelo saguão.
Eles começaram a puxá-la em direção à saída.
— Me solta! — repetiu, tentando se desvencilhar.
O segurança deu uma risada baixa, suja, inclinando-se para o colega.
— Essa aqui é braba, hein. — disse, com deboche. — Mulher assim gosta de comandar… na cama.
O outro segurança arqueou o canto da boca, sorrindo.
— É… e com esse tipo eu coloco de quatro e dou aquela puxada firme no cabelo. — completou, passando os olhos por ela de forma desrespeitosa. — Abaixa a bola, princesa, antes que complique pro seu lado.
Ísis se debateu, furiosa.
— Vocês vão se arrepender disso! — disparou, a voz firme, mesmo com o braço preso..
Nesse exato momento, as portas de vidro da entrada se abriram com um sopro de ar frio, trazendo o som da rua para dentro do saguão.
Leonardo entrou… e congelou ao ver a cena.
O olhar dele percorreu rapidamente o ambiente: os seguranças arrastando Ísis, a tensão estampada no rosto dela, o clima pesado no ar.
O maxilar de Leonardo se contraiu na hora. O corpo inteiro dele ficou rígido.
— Que p0rr@ é essa? — a voz saiu baixa, perigosa.
Em poucos passos, ele já estava mais perto, os punhos cerrados, os olhos fixos nos seguranças.
— Soltem ela agora! — ordenou, em voz alta.
— Isso não é da sua conta, granfino. — debochou um dos seguranças. — Essa aí é cheia de atitude. Gosta de bancar a valente, mas aqui quem manda somos nós. Na cama faço ela ficar mansinha.
O sangue ferveu antes mesmo de Leonardo pensar. O corpo reagiu antes da razão.
— Seu desgraçado. — ele avançou, empurrando o segurança. — Solta. Agora.
O clima explodiu.
O segurança tentou reagir, mas Leonardo foi mais rápido. Um soco certeiro fez o homem cambalear e cair no chão. Leonardo avançou, dominado pela raiva.
— Não é assim que se trata uma mulher! — gritou, desferindo socos na cara dele.
Ísis levou as mãos à boca, desesperada.
— Leonardo, para! Você vai matar ele! — implorou.
O outro segurança tentou puxar Leonardo, mas não conseguiu. Quando o homem no chão parou de reagir, Leonardo finalmente se levantou, respirando com dificuldade.
— Tira a mão dela. — disse, num tom baixo, controlado, mas perigosamente firme.
Leonardo hesitou por um segundo.
Ísis sentiu a mudança no ar. Sentiu o peso do olhar de Alex sobre ela. Com delicadeza, ela mesma afastou as mãos de Leonardo, num gesto quase automático, como quem tenta diminuir a tensão antes que ela explodisse.
— Mais uma vez, muito obrigada, Leonardo. — disse, com sinceridade, a voz ainda carregada de adrenalina. — O que eu temia… aconteceu.
Leonardo passou a mão pelo rosto, respirando fundo, ainda alterado. Deu um passo para trás, visivelmente se recompondo.
— Desculpa, Alex. — disse, direto, a voz rouca. — Eu perdi a cabeça. Mas eles estavam sendo covardes com ela. Eu não ia ficar parado vendo aquilo.
Alex não respondeu.
Não olhou para Leonardo.
Todo o foco dele estava em Ísis.
Ele se aproximou imediatamente, como se o resto do saguão tivesse deixado de existir. O olhar dele percorreu o rosto dela, depois desceu para os braços, para as mãos, para o corpo inteiro, atento, cuidadoso, como quem procura qualquer sinal de dor, qualquer marca que denunciasse violência.
As mãos de Alex pairaram por um segundo no ar, como se quisesse tocá-la, mas também tivesse medo de machucá-la.
Então, sem pensar mais, ele a puxou para perto e a envolveu num abraço firme, protetor, daqueles que dizem sem palavras: “agora você está segura.”
O corpo de Ísis se encaixou automaticamente no dele, ainda tremendo levemente pela descarga de adrenalina. O peito de Alex subia e descia forte, o maxilar travado, como se estivesse se segurando para não explodir ali mesmo.
Ele manteve um braço ao redor dos ombros dela e a outra mão apoiada nas costas, num gesto claro de proteção.
— Como você está, minha Preta? — perguntou, agora mais baixo, a voz grave carregada de tensão, cuidado e posse contida. — Te machucaram?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Segredos De Uma Noite Meu Marido Por Contrato (Olivia)
Nem uma atualizaçãozinha, tem gente chorando aqui 🥲...
Os capítulos estão demorando muito pra liberar...
Já tem 3 dias que não libera os capítulos...
Está apresentando erro. "Error! An error occurred. Please try again later."...
Posta logo...
Liberem os próximos capítulos, estou extremamente ansiosa pra saber o desfecho, cada dia esse livro esta melhor....
Nossa que desfecho maravilhoso da Isís iurulll...
Libera mais páginas estou ansiosa . Apaixonada por cada capitulo...
Libera mais capítulos..... sofro de ansiedade kkkkk...
Eu não consigo colocar crédito. Já tentei 3 cartões...