Victor afastou o edredom e sentou-se devagar, esperando alguns segundos antes de se levantar. Aproximou-se da poltrona e se abaixou diante dela, observando o rosto adormecido antes de passar um braço por suas costas e o outro por baixo de das pernas dela.
Assim que a tirou da poltrona, Bárbara se remexeu levemente contra o peito dele.
— Meninão... — murmurou sonolenta, sem sequer abrir os olhos.
Victor parou por um instante e a encarou, mas Bárbara já havia voltado a relaxar em seus braços.
— Dorme, Bravinha — sussurrou ele, levando-a até a cama.
Victor a colocou com cuidado sobre o colchão e puxou o edredom até cobri-la. Bárbara se acomodou quase imediatamente, virando-se de lado e encolhendo um pouco as pernas. Uma mecha de cabelo caiu sobre seus olhos, e Victor a afastou delicadamente, prendendo-a atrás de sua orelha.
Ficou ali por alguns segundos.
Havia alguma coisa estranhamente íntima em vê-la daquele jeito, sem a postura defensiva, sem as respostas afiadas, sem aquele olhar desafiador que passara a existir entre os dois depois de tudo o que havia acontecido.
Victor só desviou a atenção quando viu o próprio celular sobre o criado-mudo. Pegou o aparelho e conferiu as horas.
Seis e meia da manhã.
Permaneceu alguns segundos com o celular na mão antes de procurar a mochila com os olhos, mas não a encontrou. Saiu do quarto e, ao chegar à sala, viu-a sobre o sofá. Victor sentou-se e só então desbloqueou a tela do celular, encontrando uma sequência de mensagens no W******p e várias chamadas perdidas dos pais.
— Merda... — murmurou, passando a mão pelo rosto antes de abrir a conversa com Fabrício e gravar um áudio. — Oi, pai. Desculpa não ter atendido nem respondido às mensagens. Cheguei bem aqui em Nova York e acabei apagando no hotel, estou muito cansado. Foi tudo bem na Austrália. Mais tarde eu ligo para o senhor.
Enviou e abriu a conversa com Ana.
— Oi, minha rainha. Seu filho está bem, não se preocupa. A senhora sabe que estou levando uma vida tranquila. — Victor soltou uma risada baixa antes de acrescentar. — Cheguei no hotel e apaguei. E não, eu não estava com nenhuma mulher. Mais tarde eu ligo para a senhora. Te amo.
Mal terminou de enviar quando ouviu alguém cantarolando pelo corredor. A empregada entrou na sala e levou um susto ao encontrá-lo sentado no sofá.
— Meu Deus! Desculpa, senhor Victor. Eu não sabia que o senhor estava aqui.
— Está tudo bem. — Victor sorriu discretamente e guardou o celular. — Quanto tempo. A senhora está bem?
— Estou bem, sim. E o senhor?
— Estou bem também.
— Daqui a pouco vou preparar seu café. — Ela olhou na direção do corredor antes de explicar. — Eu não fiz nada ainda porque dona Bárbara hoje não trabalha. Quando é assim, ela costuma acordar mais tarde.
— Não precisa mudar sua rotina por minha causa. — Victor se levantou e pegou a mochila. — Só me diz uma coisa: onde tem toalha? Preciso tomar um banho.
— Tem no closet da dona Bárbara.
Victor assentiu, mas, antes de sair, lembrou-se de alguma coisa.
— Ah... sua sopa estava uma delícia.
A mulher abriu um sorriso divertido.
— Minha sopa? Aquela sopa congelada foi a patroa que fez.
Victor parou.
— A Bárbara?
— Foi. Não parece, né? — A empregada riu. — Mas a danada sabe cozinhar muito bem.
Por alguns segundos, Victor não respondeu. Lembrou-se imediatamente de Bárbara sentada na beirada da cama, soprando cada colherada e dizendo que ele havia dado sorte porque a empregada deixara a sopa pronta.
Um pequeno sorriso apareceu em seus lábios.
— Vou tomar banho. Bom trabalho para a senhora.
— Obrigada, senhor Victor.
Victor voltou para o quarto e deixou a mochila sobre a cômoda. Antes de seguir para o closet, tornou a olhar para Bárbara, que continuava dormindo profundamente.
Entrou no closet procurando as toalhas, mas diminuiu os passos ao passar pelas roupas dela. Seus dedos tocaram distraidamente uma das peças e, antes que pudesse pensar melhor no que estava fazendo, Victor a aproximou do rosto e fechou os olhos por um instante, reconhecendo o perfume.
— Adoro seu cheiro, Bravinha... — murmurou com um sorriso antes de devolver a peça ao lugar. — Estou ficando maluco.
Encontrou as toalhas e seguiu para o banheiro.
Alguns minutos depois, Victor saiu com uma toalha presa à cintura enquanto usava outra para secar os cabelos. Parou ao lado da cama e tornou a observar Bárbara dormindo. A lembrança dela cuidando dele, alimentando-o e permanecendo naquela poltrona durante toda a madrugada voltou à sua cabeça.
Victor terminou de se secar, deixou as toalhas de lado, e voltou para perto dela. Sem querer acordá-la, deitou-se atrás de Bárbara e a puxou delicadamente para junto do corpo, acomodando-a contra seu peito.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Segredos De Uma Noite Meu Marido Por Contrato (Olivia)
Que lindos 😭😭🤍🤍🤍...
oiê está faltando o capitulo 560! houve atualização da escritora! poderiam atualizar aqui tbm por favorzinho. kkkk...
acabou o livro? nunca mais saiu nada...
Essa demora para liberar os capítulos é horrível....
Esses livro não acaba mais🤣...
cadeeee os demais capitulos????????????????????????????/...
Onde está o capítulo 660??...
Haaaa, preciso de mais! Por favor....
por favor atualizem! escritora já soltou novos capítulos....
Aguardando os capítulos novos...