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Segredos De Uma Noite Meu Marido Por Contrato (Olivia) romance Capítulo 792

Bárbara vomitou outra vez.

E outra.

Depois de algum tempo, já quase não havia nada no estômago, mas as ânsias continuavam. O corpo de Bárbara se contraía mesmo sem ter o que expelir, arrancando dela apenas saliva e respirações entrecortadas.

Victor percebeu quando as pernas dela começaram a fraquejar e aproximou o próprio corpo para sustentá-la.

— Se apoia em mim.

Bárbara segurou o braço dele.

Outra ânsia.

Dessa vez, nada.

Ela cuspiu no chão e permaneceu curvada, ofegante.

Victor continuou segurando os cabelos dela.

— Passou?

Bárbara tentou responder, mas precisou engolir algumas vezes antes.

— Acho que...

Outra ânsia interrompeu a frase.

Victor imediatamente voltou a apoiar a mão nas costas dela.

— Tudo bem. Não tenta falar.

O corpo de Bárbara se contraiu mais duas vezes antes de finalmente ceder.

Ela ficou parada, respirando pela boca.

O suor frio cobria a testa, a nuca e o colo. Alguns fios de cabelo haviam grudado nas laterais do rosto, e as pernas dela tremiam.

— Meninão...

A voz saiu tão fraca que Victor se inclinou para ouvi-la.

— Estou aqui, amor

— Eu estou passando muito mal.

— Eu sei.

Quando Bárbara tentou se endireitar, os joelhos vacilaram.

Victor soltou os cabelos dela apenas para passar os dois braços ao redor da cintura de Bárbara e sustentá-la.

— Devagar.

— Eu consigo.

— Eu sei que consegue. — Victor manteve o corpo dela apoiado contra o dele. — Mas não precisa.

Bárbara não discutiu.

Victor a conduziu até a porta do passageiro, que continuava aberta, e a fez sentar de lado no banco, mantendo os pés apoiados no asfalto.

Abaixou-se diante dela.

Bárbara estava pálida, suada e fria. Os olhos, vermelhos de tanto chorar, pareciam ainda mais perdidos.

Victor afastou delicadamente os fios úmidos que haviam grudado no rosto dela e encostou a mão na testa de Bárbara.

— Você está gelada.

— Esto muito enjoada.

— Ainda acha que vai vomitar?

— Não sei.

— Está tonta?

Bárbara assentiu.

— Um pouco.

Victor observou o rosto dela por alguns segundos.

— Está conseguindo respirar direito?

— Estou.

Ele pegou uma garrafa de água no compartimento da porta, abriu e entregou a Bárbara.

— Enxágua a boca primeiro.

Ela colocou um pouco de água na boca e cuspiu para o lado.

Victor esperou.

— Agora só um gole. Pequeno.

Bárbara bebeu.

Ele não ofereceu mais imediatamente.

— Espera.

Ela permaneceu sentada, respirando devagar.

— Ficou?

Bárbara assentiu.

— Quer outro?

— Só um pouco.

Victor aproximou a garrafa dos lábios dela e deixou que bebesse mais um pequeno gole antes de afastá-la.

— Chega por enquanto.

Bárbara encostou a cabeça no banco e fechou os olhos.

Victor passou o polegar suavemente pela lateral do rosto dela.

— Quer que eu leve você para um hospital?

Ela abriu os olhos imediatamente.

— Não. Por favor.

— Bárbara, você vomitou muito.

— Eu só quero ir para casa, Victor.

Ele a observou por alguns segundos antes de assentir.

— Tudo bem. Mas, se passar mal de novo ou piorar, eu levo você. Não vou discutir isso.

Bárbara não respondeu.

Victor percebeu que o olhar dela começava a se perder novamente.

— Amor.

Ela encontrou os olhos dele.

— Fica comigo aqui.

O queixo de Bárbara tremeu.

— Eu estou tentando.

— Eu sei.

Ela olhou para as próprias mãos.

— Parece que eu ainda estou naquela sala.

Victor permaneceu agachado diante dela.

— Eu sei.

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