Bárbara vomitou outra vez.
E outra.
Depois de algum tempo, já quase não havia nada no estômago, mas as ânsias continuavam. O corpo de Bárbara se contraía mesmo sem ter o que expelir, arrancando dela apenas saliva e respirações entrecortadas.
Victor percebeu quando as pernas dela começaram a fraquejar e aproximou o próprio corpo para sustentá-la.
— Se apoia em mim.
Bárbara segurou o braço dele.
Outra ânsia.
Dessa vez, nada.
Ela cuspiu no chão e permaneceu curvada, ofegante.
Victor continuou segurando os cabelos dela.
— Passou?
Bárbara tentou responder, mas precisou engolir algumas vezes antes.
— Acho que...
Outra ânsia interrompeu a frase.
Victor imediatamente voltou a apoiar a mão nas costas dela.
— Tudo bem. Não tenta falar.
O corpo de Bárbara se contraiu mais duas vezes antes de finalmente ceder.
Ela ficou parada, respirando pela boca.
O suor frio cobria a testa, a nuca e o colo. Alguns fios de cabelo haviam grudado nas laterais do rosto, e as pernas dela tremiam.
— Meninão...
A voz saiu tão fraca que Victor se inclinou para ouvi-la.
— Estou aqui, amor
— Eu estou passando muito mal.
— Eu sei.
Quando Bárbara tentou se endireitar, os joelhos vacilaram.
Victor soltou os cabelos dela apenas para passar os dois braços ao redor da cintura de Bárbara e sustentá-la.
— Devagar.
— Eu consigo.
— Eu sei que consegue. — Victor manteve o corpo dela apoiado contra o dele. — Mas não precisa.
Bárbara não discutiu.
Victor a conduziu até a porta do passageiro, que continuava aberta, e a fez sentar de lado no banco, mantendo os pés apoiados no asfalto.
Abaixou-se diante dela.
Bárbara estava pálida, suada e fria. Os olhos, vermelhos de tanto chorar, pareciam ainda mais perdidos.
Victor afastou delicadamente os fios úmidos que haviam grudado no rosto dela e encostou a mão na testa de Bárbara.
— Você está gelada.
— Esto muito enjoada.
— Ainda acha que vai vomitar?
— Não sei.
— Está tonta?
Bárbara assentiu.
— Um pouco.
Victor observou o rosto dela por alguns segundos.
— Está conseguindo respirar direito?
— Estou.
Ele pegou uma garrafa de água no compartimento da porta, abriu e entregou a Bárbara.
— Enxágua a boca primeiro.
Ela colocou um pouco de água na boca e cuspiu para o lado.
Victor esperou.
— Agora só um gole. Pequeno.
Bárbara bebeu.
Ele não ofereceu mais imediatamente.
— Espera.
Ela permaneceu sentada, respirando devagar.
— Ficou?
Bárbara assentiu.
— Quer outro?
— Só um pouco.
Victor aproximou a garrafa dos lábios dela e deixou que bebesse mais um pequeno gole antes de afastá-la.
— Chega por enquanto.
Bárbara encostou a cabeça no banco e fechou os olhos.
Victor passou o polegar suavemente pela lateral do rosto dela.
— Quer que eu leve você para um hospital?
Ela abriu os olhos imediatamente.
— Não. Por favor.
— Bárbara, você vomitou muito.
— Eu só quero ir para casa, Victor.
Ele a observou por alguns segundos antes de assentir.
— Tudo bem. Mas, se passar mal de novo ou piorar, eu levo você. Não vou discutir isso.
Bárbara não respondeu.
Victor percebeu que o olhar dela começava a se perder novamente.
— Amor.
Ela encontrou os olhos dele.
— Fica comigo aqui.
O queixo de Bárbara tremeu.
— Eu estou tentando.
— Eu sei.
Ela olhou para as próprias mãos.
— Parece que eu ainda estou naquela sala.
Victor permaneceu agachado diante dela.
— Eu sei.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Segredos De Uma Noite Meu Marido Por Contrato (Olivia)
Estão faltando vários capítulo. 660, 684, 687 e 688. Vamos ficar perdidas na história....
Que lindos 😭😭🤍🤍🤍...
oiê está faltando o capitulo 560! houve atualização da escritora! poderiam atualizar aqui tbm por favorzinho. kkkk...
acabou o livro? nunca mais saiu nada...
Essa demora para liberar os capítulos é horrível....
Esses livro não acaba mais🤣...
cadeeee os demais capitulos????????????????????????????/...
Onde está o capítulo 660??...
Haaaa, preciso de mais! Por favor....
por favor atualizem! escritora já soltou novos capítulos....