Ele levou a mão dela aos lábios e deixou um beijo demorado sobre seus dedos.
— Eu não sei como a gente vai conciliar Dallas, Austrália, minha empresas, sua carreira e tudo o que ainda vem pela frente. Mas eu vou dar um jeito. Porque eu amo você.
Bárbara fechou os olhos, e uma nova lágrima escorreu pela face dela.
Victor a enxugou com o polegar.
— E não estou dizendo isso porque você está assim, nem porque acho que precisa ouvir alguma coisa bonita hoje. Eu já sabia antes de entrar naquela casa. Só ainda não tinha dito para você.
Bárbara apertou os dedos dele.
Victor beijou a têmpora dela.
— Eu amo você, Bárbara. E não vou usar o pior dia da sua vida como desculpa para desaparecer.
Victor beijou os cabelos de Bárbara.
— Vou colocar você na cama.
Outro beijo.
— Vou tentar fazer você comer.
Mais um.
— Se você vomitar, seguro seu cabelo de novo.
Bárbara apertou os dedos dele.
Victor sentiu.
— Se você chorar a noite inteira, eu fico acordado com você.
Os dedos de Bárbara apertaram os dele com mais força.
— Se não conseguir dormir, eu também não durmo.
Bárbara finalmente virou o corpo dentro dos braços dele.
Não disse nada.
Apenas se acomodou de frente, passou os braços ao redor de Victor e enterrou o rosto no pescoço dele.
Victor a abraçou imediatamente.
— Isso... — Ele fechou os olhos, emocionado, e deixou um beijo no ombro de Bárbara. — Pode vir.
Bárbara chorou contra ele.
Victor também deixou algumas lágrimas escaparem enquanto acariciava as costas dela.
— Você não precisa saber quem é hoje. Não precisa decidir o que sente pela sua mãe, pela sua tia, pelo homem que foi seu pai... por ninguém. Não precisa decidir se perdoa, se odeia, se quer distância ou se quer respostas.
Victor beijou a face dela.
— Hoje você só precisa existir.
Deixou outro beijo próximo aos olhos de Bárbara.
— E me deixar ficar aqui.
Ela se apertou ainda mais contra ele.
Victor segurou o rosto de Bárbara entre as mãos e encostou a testa na dela.
— Escuta uma coisa, mesmo que hoje você não consiga acreditar.
Os olhos verdes de Bárbara encontraram os olhos azuis de Victor através das lágrimas.
— Você não é sobra de violência nenhuma. Não é o erro de ninguém. Não é a mulher que Liam não escolheu, não é a filha que cresceu sem mãe, não é a menina que acreditou que precisava disputar amor para merecer ser amada.
A voz de Victor falhou, mas ele continuou:
— Você é Bárbara.
Victor passou o polegar pela face dela.
— E eu gosto exatamente da mulher que encontrei. Da difícil. Da Bravinha. Da que me enfrenta. Da que foge quando sente demais. Até da que quase me enlouquece.
Bárbara chorou mais forte.
Victor a trouxe novamente para o peito dele.
— E hoje você não precisa disputar absolutamente nada comigo.
Ele beijou os cabelos de Bárbara.
— Porque eu escolhi você.
O corpo dela estremeceu nos braços dele.
Victor fechou os olhos e continuou acariciando as costas de Bárbara.
— Não precisa me responder. Não precisa dizer nada de volta. Só guarda isso em algum lugar aí dentro para quando conseguir ouvir de verdade.
Bárbara se achegou ainda mais ao peito dele.
E Victor permaneceu com ela dentro daquela banheira, sustentando o corpo de Bárbara, acariciando seus cabelos e beijando o rosto dela sempre que uma nova lágrima surgia.
Não tentou consertá-la.
Não tentou convencê-la de que no dia seguinte a dor seria menor.
Não prometeu que tudo ficaria bem.
Apenas continuou mostrando, em cada carinho, em cada beijo e em cada vez que apertava os braços ao redor dela, aquilo que Bárbara passara a vida inteira tentando conseguir das pessoas erradas:
Ela não precisava correr atrás.
Não precisava competir.
Não precisava implorar para ser escolhida.
Dessa vez, alguém já tinha escolhido ficar.
Algum tempo depois, Victor entrou no quarto carregando uma bandeja com duas tigelas de sopa. Bárbara, já vestida com uma roupa confortável, estava recostada contra os travesseiros e acompanhou em silêncio enquanto ele colocava a bandeja sobre a cama e se sentava ao lado dela.
— Eu não estou com fome — murmurou, olhando para a sopa.
— Eu sei, amor. — Victor pegou uma das tigelas e mexeu a sopa com a colher antes de soprar delicadamente. — Mas você vomitou tudo o que tinha no estômago. Come só um pouco.
Bárbara negou devagar com a cabeça.
— Não consigo.
— Então não precisa comer tudo. — Victor aproximou a colher dos lábios dela, paciente. — Três colheradas.
Ela olhou para ele.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Segredos De Uma Noite Meu Marido Por Contrato (Olivia)
Estão faltando vários capítulo. 660, 684, 687 e 688. Vamos ficar perdidas na história....
Que lindos 😭😭🤍🤍🤍...
oiê está faltando o capitulo 560! houve atualização da escritora! poderiam atualizar aqui tbm por favorzinho. kkkk...
acabou o livro? nunca mais saiu nada...
Essa demora para liberar os capítulos é horrível....
Esses livro não acaba mais🤣...
cadeeee os demais capitulos????????????????????????????/...
Onde está o capítulo 660??...
Haaaa, preciso de mais! Por favor....
por favor atualizem! escritora já soltou novos capítulos....