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Segundo Casamento Bem Sucedido romance Capítulo 451

Mansão Torres Antiga.

Depois de tanto alvoroço, César Torres e a senhora sua mãe já se sentiam um tanto cansados.

Assim que Clarissa e Felipe partiram, César orientou os dois netos a organizarem a saída dos convidados, um por um.

A atmosfera dentro da velha mansão tornava-se, pouco a pouco, pesada e solene.

César lançou um olhar para Rodrigo e disse: "No fim das contas, você já é o chefe da família. Algumas coisas, não pode ser tão hesitante. Se realmente não souber o que fazer, basta ouvir Nélia."

Essas palavras, na verdade, foram ditas de forma bastante sutil.

No entanto, ali não havia nenhum tolo de verdade; todos perceberam o real significado do patriarca: embora Rodrigo fosse o chefe da família, lhe faltava discernimento, e, diante de grandes decisões, o melhor seria escutar sua irmã mais velha.

Rodrigo ficou um pouco constrangido, mas não retrucou. "Eu sei, eu sei. O senhor está cansado, não é? Quer subir para descansar um pouco?"

De fato, já era tarde.

César não quis tirar ainda mais o prestígio do neto e apenas assentiu com a cabeça. "Sim."

Gabriela, após ter fornecido a amostra, foi levada à delegacia para cooperar com a investigação.

Fora do salão de reuniões, restaram apenas Elena, Nélia, Ivo e Mariana.

De repente, Mariana curvou-se e segurou o estômago. "Mãe, irmã, Ivo, não estou me sentindo bem. Vou ao banheiro rapidinho."

Assim que terminou de falar, virou-se e subiu as escadas.

Ela era exigente, não gostava de compartilhar o banheiro com os outros e, em casa, usava apenas o de seu quarto.

Por isso, ninguém achou estranho.

Elena ergueu os olhos e percebeu que o olhar de Ivo recaía sobre ela, ora sim, ora não. Aproveitou para dizer: "Ivo, obrigado por ter vindo hoje."

Ivo franziu levemente os lábios. "Somos uma família, é o mínimo que posso fazer."

Elena assentiu e pediu a Nélia: "Nélia, também estou um pouco cansada. Leve Ivo até a saída para mim."

"Claro."

Nélia concordou.

Assim que Elena entrou no elevador, Nélia lançou um olhar para o subordinado ao lado de Ivo, desviou o olhar friamente e se voltou para Ivo: "Podemos conversar?"

O tom era totalmente formal.

Era pura hipocrisia.

A testa de Ivo se contraiu levemente. "Quando assinarmos os papéis, conversamos sobre isso. Não quero que os mais velhos se preocupem."

Nélia sorriu de lado. "Sempre pensando no todo."

Fazia sentido, ele sempre foi assim.

Até mesmo quando se casaram, foi pensando no bem maior.

Mas ela também não ficava atrás.

Enquanto os convidados ainda não haviam ido embora, Tânia, carregando dois frascos de amostras, atravessou a sala de visitas em direção ao jardim da frente.

Ao passar pelo pé da escada caracol, uma empregada desceu apressada e esbarrou nela.

Tânia, de salto alto, quase caiu com o impacto, mas conseguiu se apoiar no corrimão e se estabilizar.

"Desculpe, desculpe…"

A empregada pediu desculpas repetidas vezes, curvou-se para pegar as duas amostras caídas no chão e as devolveu. "Me perdoe mesmo, a senhora não se machucou?"

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